Resenha | Tragédia em Três Atos – Agatha Christie

Olá, Sonhadores! As releituras de Agatha Christie continuam a todo vapor e dessa vez trago a resenha de um dos livros da autora que eu acho mais interessantes: Tragédia em Três Atos! Só para começar queria dizer que eu amo esse título e acho que ele representa muito bem o que o livro quer passar. Explicarei o porquê e apresentarei a história sem dar spoilers, não se preocupe! Vamos lá?

“— Que certas pessoas atraem os fatos… E não os fatos atraem as pessoas. Por que certas pessoas têm vidas empolgantes e outras monótonas? Por causa do ambiente? Nada disso. Um indivíduo viaja aos confins do mundo e nada lhe acontece. (…) Enquanto outro cidadão pode morar em Balham e viajar ao centro de Londres todos os dias e coisas vão lhe acontecer. (…) Da mesma forma, gente como seu convidado Hercule Poirot nem precisa procurar o crime… O crime vai até ele.”

Sobre a História

Assim como o título diz, essa história vai se passar em três atos e Sir Charles Cartwright é, literalmente, o ator que a protagonizará. Ele é um homem que fez muito sucesso, mas decidiu se aposentar dos palcos e ter uma vida mais tranquila no litoral. Um belo dia, ele decide dar um jantar convidando tanto amigos da região em que vive agora, quanto velhos amigos do teatro.

Como é de se esperar em livro da Agatha Christie, uma morte acontece neste jantar. Um dos convidados, ao beber um coquetel, passa mal e morre. Como as circunstâncias apontaram que seria impossível alguém envenenar aquele coquetel em específico e que o morto já passava por problemas de saúde, o caso foi encarado como morte natural. Inclusive, assim pensava um dos mais prestigiosos convidados desse jantar: Hercule Poirot. Porém, Sir Charles Cartwright e alguns outros personagens, ainda não estavam convencidos disso.

O caso fica por isso mesmo até que entramos no segundo ato dessa história, onde outro jantar é dado, metade dos convidados são os mesmos e mais uma pessoa morre nas mesmas condições. Hercule Poirot que não estava neste segundo jantar, mas fica sabendo do caso, chega a conclusão que talvez Sir Charles estivesse certo, foi um assassinato. O detetive decide voltar para onde tudo aconteceu e iniciar suas investigações.

Minhas Considerações

Apesar desse livro ter todos os elementos comuns que conhecemos da autora, temos uma característica em especial. Tudo é tratado de forma teatral, desde o formato do enredo até a caracterização dos personagens. A própria interpretação do caso e a resolução do mistério por Poirot é baseada em conceitos teatrais. Particularmente, eu achei isso muito legal e deu um tempero diferenciado pra esse livro.

Eu já havia lido esse livro muito tempo atrás, mas não lembrava quem era o/a assassino/a. Porém, durante a leitura eu imaginei uma hipótese e acertei. Porém, eu não sei se é porque, mesmo não lembrando, meu subconsciente ainda tinha essa memória ou se realmente é a trama trás um enigma simples. De qualquer forma, a história fecha de forma muito satisfatória. Agatha Christie sabe como finalizar seus livros de forma convincente, mesmo tentando nos confundir a todo momento.

Recomendo muito para todos os fãs da autora ou que querem um romance policial com um toque de tragédia teatral.

“(…) temos três tipos distintos de intelecto. Primeiro, o intelecto dramático do criador de peças teatrais, que visualiza o efeito realístico capaz de ser produzido por dispositivos mecânicos. O segundo tipo é o que reage com facilidade às manifestações dramáticas: o intelecto jovial e romântico. E o terceiro, meus amigos, é o intelecto prosaico: não enxerga o mar azul nem mimosas floridas, mas o fundo artificial do cenário do palco.”


Avaliação

Avaliação: 5 de 5.

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Tragédia em Três Atos

Agatha Christie

ISBN: 978-85-254-2648-2

2012 – L&PM Pocket

256 páginas (Pt/Br)

Sinopse: Na bucólica casa de praia do famoso ator Sir Charles Cartwright, um jantar entre amigos toma um rumo surpreendente. Entre os convidados, um homenzinho de bigode e olhar perspicaz chamado Hercule Poirot…
A possibilidade de um assassinato paira no ar e assusta os demais convivas – entre os quais, o sr. Satterthwaite, amigo de longa data que convencerá o detetive belga a embarcar em uma investigação minuciosa. Poirot precisará usar toda a sua habilidade para desvendar o mais desconcertante mistério envolvendo um crime: a falta de um motivo.

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