Resenha | O Mundo Perdido – Michael Crichton

Continuando na vibe de dinossauros, hoje trago a resenha da continuação de Jurassic Park, O Mundo Perdido. Já alerto que o post terá spoilers do primeiro livro, então caso ainda não tenha lido, clique aqui para ver a primeira resenha.

“Estaria a espécie humana engajada em um comportamento que por fim levaria à sua própria extinção?”

Sobre a História

Seis anos depois do fracasso que aconteceu durante a apresentação do parque no primeiro livro, os dinossauros e as instalações da ilha foram eliminados. Porém, um segredo havia ido ao túmulo com John Hammond, o criador do parque: aquela não era a única ilha com dinossauros.

Novamente criaturas estranhas estavam sendo avistadas na Costa Rica e isso chamou a atenção de Ian Malcolm (um dos convidados a conhecer o Jurassic Park no passado), pois teoricamente não deveria mais haver dinossauros naquela ilha… sim, naquela ilha. Ele tentou ignorar os fatos, mas os fatos também chamaram a atenção de outro jovem pesquisador conhecido dele, Richard Levine. Levine ficou muito interessado em ir até a Costa Rica. Sabia que Malcolm esteve lá anos atrás e poderia saber de alguma coisa. Ian tentava persuadir que não havia nada de especial por lá, mas as esquivas dele só atiçaram a curiosidade do jovem.

Levine, com a ajuda do Dr. Jack Thorne, preparou em uma espécie de trailer, todo um laboratório de pesquisa com equipamentos avançados e resistentes. Porém, impaciente, Levine foi para a Costa Rica sozinho, antes de tudo estar pronto, sem avisar, e claro, se meteu em encrencas. Thorne conseguiu localiza-lo e partiu imediatamente para salvar o colega. Junto com ele foram seu técnico Eddie Carr, Ian Malcolm, e dois de seus ajudantes, Arby e Kelly. O problema é que esses ajudantes se tratavam de duas crianças prodígios que foram orientadas a ficar em casa, mas secretamente se esconderam e foram juntos. Além deles, também foi convidada para a empreitada, Sarah Harding, uma especialista em animais carnívoros, que se junta a eles posteriormente.

Agora na ilha e sabendo da existência dos dinossauros, Levine e Malcolm decidem estudar os animais… até que tudo da errado novamente. De volta temos a Biosyn, a mesma empresa que espionava o parque e que causara todos os problemas. Eles ficam sabendo dos rumores e descobrem a localização da segunda ilha investigando Levine. Eles também vão para lá, representados por Lewis Dodgson e sua equipe, para coletar ovos dos dinossauros.

 

Minhas Considerações

O autor claramente quis seguir a mesma fórmula do primeiro livro. Um casal de crianças, uma pesquisadora atraente, uma empresa vilanesca que põe tudo a perder pela ganância e, de bônus, reciclam um dos personagens favoritos do primeiro livro. Não que isso seja ruim, mas da aquela sensação de “aqui vamos nós… de novo”.

O que eu senti com essa leitura foi como se eu estivesse lendo um grande epílogo. Um assunto não resolvido que precisava de uma conclusão. Não trouxe nada novo, nada empolgante, foi apenas uma extensão do que já conhecíamos. Até mesmo os questionamentos filosóficos e sociais de Ian Malcolm diminuíram muito em relação ao primeiro livro. A contraponto, este teve mais ação.

Diferente do livro, a continuação cinematográfica foi péssima. O principal da história está presente, mas todo o resto é mudado (o que me deixou surpreso já que o primeiro filme foi tão fiel). Então se você não tem vontade de ler a continuação com base no segundo filme, eu recomendo que leia sim.

Não tenho do que reclamar da escrita, da construção da narrativa e dos personagens, permanece o mesmo estilo. Então se você gostou do primeiro livro e está em busca de mais daquilo, vai gostar desse.


Avaliação

♥ ♥ ♥ ♥ ♥

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Título: O Mundo Perdido (The Lost World)O_MUNDO_PERDIDO_14647122043234SK1464712204B

Autor: Michael Crichton

Editora: Aleph

Ano: 2016 (1995)

Páginas: 488

Idioma: Português (Inglês)

ISBN: 978-85-765-7305-0

Sinopse: Seis anos se passaram desde os terríveis acontecimentos no Jurassic Park. Seis anos, desde que o sonho extraordinário, nos limites entre a ciência e a imaginação humana, acabou se tornando um trágico pesadelo. A Isla Nublar não era o único lugar usado por John Hammond em suas pesquisas genéticas de ponta. Agora, o matemático Ian Malcolm e uma equipe de cientistas – além de certos “pequenos clandestinos” – devem explorar outra ilha na Costa Rica, repleta dos mais perigosos dinossauros que já caminharam pela Terra.

* Informações da publicação original entre parênteses

 

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