Olá, Sonhadores! Depois de muito tempo eu finalmente li Battle Royale. Eu tive duas tentativas de leituras no passado que não me causaram uma boa impressão de como ele seria, porém foram impressões equivocadas que só atrasaram ainda mais esse dia. Mas enfim ele chegou e hoje venho compartilhar o que eu achei.
Sobre o Livro
Esse é um livro japonês precursor de Jogos Vorazes. Para quem já está familiarizado com a série de Suzanne Collins, ou já conhece esse livro ou, pelo menos, vai entender rápido o enredo.
Temos uma sociedade distópica, em resumo, formada por um ocidente liberal e um oriente conservador. Existe um país no oriente que é comandado por uma ditadura extremamente rígida que controla e manipula a população através do medo. Nesse país, há um “projeto” com objetivos obscuros, mas que, pelo medo, a população é obrigada a aceitar, que podemos chamar de Battle Royale. E esse projeto nada mais é do que escolher aleatoriamente uma turma do nono ano escolar, disponibilizar para cada um um kit de sobrevivência contendo uma arma aleatória, e jogar esses estudantes em uma área restrita onde ninguém sai até sobrar apenas um sobrevivente.
E para evitar qualquer tipo de fuga, trapaça ou rebelião, o jogo tem diversas regras que não só impedem essas coisas, mas que induzem os alunos a matarem uns aos outros o quanto antes.
Na classe escolhida desse ano temos Shuya Nanahara, nosso protagonista. Ele é um jovem muito talentoso e querido por boa parte da turma. O típico estereótipo do herói. Ao longo da jornada dentro do jogo, Shuya perde amigos queridos e começa a entender melhor a sociedade que está inserido e seus problemas.

Outros livros que podem te interessar:
- Trem-Bala – Kotaro Isaka
- O Vilarejo – Raphael Montes
- A Guerra da Papoula – R.F. Kuang
- Caçando Carneiros – Haruki Murakami
- O Vale dos Mortos – Rodrigo de Oliveira
Minha Opinião
Para ler e aproveitar o livro é preciso, desde o início, relevar alguns aspectos. Primeiro o absurdo da coisa, segundo o fato de se tratar de um grupo de adolescentes. Pelo menos, quanto a essa parte, que era uma preocupação para mim, fui surpreendido. Não ficou forçado, o autor soube tratar os personagens conforme a idade deles, mesmo com a loucura envolvida.
Como comentei no início, eu tive algumas dificuldades em primeiras tentativas de leitura. Como o livro tem a fama de ser complexo pela quantidade de personagens (com nomes que para nós ocidentais são difíceis de memorizar), e o fato do início ser um pouco confuso, eu não imaginei que a leitura seria tão fluida quanto, afinal, foi. Então se você tem essa mesma impressão errada que eu tive, fique tranquilo e pode ler!
Apesar da “graça” do livro estar na ação e no suspense de quem vai morrer e quem vai vencer, o livro se torna profundo em diversos momentos que aborda o passado dos personagens e dá detalhes de como é o mundo nesse universo. Essa profundidade é muito importante para dar consistência à obra e também desperta a curiosidade para ler novas histórias se passando neste lugar.
Enfim, que bom que não desisti dessa leitura. Não vou dizer que é uma obra prima, mas ele entrega muito bem o que se propõe e com certeza valeu a pena. Recomendo!
Avaliação
Se interessou? Compre este livro pelo meu link da Amazon e apoie o blog!

Battle Royale
Koushun Takami
ISBN: 978-85-250-5612-2
2014 – Alt
664 páginas
Português (Brasil)
Sinopse
Em 1997, o jornalista e escritor japonês Koushun Takami sofreu uma grande decepção. O manuscrito de seu romance de estreia havia chegado à final do Japan Grand Prix Horror Novel, concurso literário voltado para a ficção de terror, mas acabou preterido. Não era para menos. Embora habituado a tramas assustadoras, o júri se alarmou com a história do jogo macabro entre adolescentes de uma mesma turma escolar que, confinados numa ilha, têm de matar uns aos outros até que reste apenas um sobrevivente.
O livro, intitulado Battle Royale, só seria lançado em 1999, espalhando um rastro de polêmica – vendeu mais de 1 milhão de exemplares e foi comentado no Japão inteiro. A repercussão foi tão intensa que apenas um ano depois já eram lançadas as adaptações da história para o cinema e para os mangás – mais tarde, viriam sequências tanto na tela grande como nos quadrinhos. O filme, que tem no elenco o ator e cineasta cult Takeshi Kitano, chegou ao Brasil apenas em DVD, enquanto a série em mangá completa foi publicada aqui entre 2006 e 2011.
Para alento de quem assistiu ao filme, acompanhou os mangás ou não fez nada disso – mas adora ficção juvenil de primeira linha – a Globo Livros, pelo selo Alt, finalmente preenche a última lacuna: com tradução direta do japonês, assinada por Jefferson José Teixeira, o livro Battle Royale aporta nas livrarias brasileiras na condição de um dos lançamentos mais aguardados de 2014.
Na batalha de todos contra todos, há os que enlouquecem, os que se revoltam, os que extravasam os piores instintos, os que buscam se alienar – e até os que assumem com prazer a missão de eliminar pessoas que horas antes eram colegas de classe. Nesse ambiente, o fio do suspense se mantém esticado o tempo todo: é possível confiar em alguém? Do que um ser humano é capaz quando toda forma de violência passa a ser aceita?