Rosas Esquecidas - Martha Hall Kelly

Resenha | Rosas Esquecidas – Martha Hall Kelly

Rosas Esquecidas de Martha Hall Kelly é uma sequência de Mulheres Sem Nome que conta acontecimentos prévios ao primeiro volume.


Olá, Sonhadores! Na resenha de hoje vou falar de um livro que eu estava bastante animado para ler, pois é a continuação de Mulheres Sem Nome, que eu li ano passado e gostei bastante. Assim como o primeiro, li ele no clube de leitura MãeLiteratura, mas infelizmente as expectativas não foram tão atingidas.

“O vandalismo era uma prática estabelecida anunciada pelos jornais, em que homens desempregados e bêbados se valiam de pequenos atos de violência para intimidar pessoas ricas, frequentemente mulheres. Bandos de malandros batiam e importunavam, furtavam e assaltavam, soltavam ninhos de vespas nos bondes e, nas portas de casas de chá, jogavam chá quente nos transeuntes por pura diversão.”

Sobre o Livro

Apesar de ser uma continuação, a linha cronológica regride e a trama não tem ligação nenhuma com o primeiro livro além das personagens Eliza e Caroline. Caroline que foi uma das protagonistas de Mulheres Sem Nome, aqui é uma criança ainda. Enquanto isso, sua mãe, Eliza, que fez um papel secundário antes, agora é uma das novas protagonistas. O formato do livro também segue o mesmo padrão, sendo o foco da narrativa dividido em 3 mulheres. As outras duas são uma Russa aristocrática (muito amiga de Eliza) chamada Sophia. E Varinka, outra Russa, porém muito pobre.

Diferente do primeiro livro em que a história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, a autora escolheu um outro período histórico conturbado para sua trama: a revolução Russa. Sofya e Varinka tem um importante papel aqui para representar a diferença social que o país enfrentava na época e muitas das consequências disso.

A história começa com Sofya tendo seu primeiro bebê durante uma visita aos EUA para sua amiga Eliza. Apesar dos boatos de uma revolução iminente na Rússia, ela volta ao país com a família, levando Eliza junto para conhecer seu lar. Durante sua estadia, Eliza percebe os sinais da revolução começando e decide voltar para casa levando Sofya e seu bebê junto. Porém, a amiga recusa a proposta, afirmando que ela e a família conseguirão ficar em segurança.

Porém, não é muito bem isso o que acontece. Presa dentro da revolução e correndo grande perigo, Sofya e sua família tenta escapar do país. No meio da confusão ela acaba conhecendo Varinka e a contrata para ajudar a cuidar de seu filho recém nascido. Enquanto isso, Eliza que não consegue contato para saber se a amiga está bem, decide atuar como pode se voluntariando a cuidar de russas refugiadas que vieram aos EUA.

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Minha Opinião

Como eu contei na resenha de Mulheres Sem Nome, eu nunca tive muito o hábito de ler livros que se passam durante a Segunda Guerra Mundial e, agora, muito menos durante um período ainda mais específico como a revolução Russa. E foi justamente por isso que acabei gostando bastante do primeiro livro e de como ele me entregou tantas coisas que eu não tinha tido contato. Eu estava com grandes expectativas desse segundo volume fazer o mesmo, porém, infelizmente, ele foi bem inferior.

Começando pela parte histórica, comparado ao primeiro livro, esse segundo foi muito mais superficial. Ele trouxe alguns exemplos de situações que aconteciam na época, mas em nenhum momento se aprofundou nisso. Os revolucionários Bolcheviques eram simplesmente tratados como grandes vilões, rebeldes sem causa e assassinos. Não que eles não praticavam crueldades, mas sabemos que as coisas não são preto e branco, tudo é muito mais complexo.

A autora optou por deixar essa questão mais de lado para focar na relação entre as personagens. O que tudo bem, visto que no primeiro livro ela fez isso com bastante maestria, mas minha segunda crítica está justamente aqui. As personagens principais são muito inferiores aos do primeiro livro também. Primeiro no quesito personalidade. Sofya era qualquer coisa, Eliza era mais ou menos e a única que entregava alguma coisa era Varinka, e mesmo assim de forma bem boba. As situações que elas passavam também muitas vezes era forçadas, muito superficiais. Por exemplo, em determinado momento Eliza e sua filha, Caroline, passam por uma crise no relacionamento. Alguns capítulos depois elas estão novamente de bem uma com a outra DO NADA. Nada aconteceu pra resolver esse conflito, foi puramente o tempo. As vezes isso acontece mesmo na vida real, mas isso é extremamente chato pra um livro.

Não quero dizer que o livro foi ruim, ele foi só ok. Minhas expectativas eram que estavam altas demais. O livro tem muitas falhas, deixa muita ponta solta e força a barra as vezes, mas também tem seus pontos positivos. O que dá a impressão é que ele foi feito as pressas, sem a autora repensar melhor os caminhos que tomou. Recomendo mais ou menos, talvez tenham livros melhores sobre o tema que sejam mais interessantes. De qualquer forma, ainda vai ter um terceiro livro que se passará ainda mais no passado, e talvez eu leia, mas talvez não, só o tempo dirá.


Avaliação

Avaliação: 3 de 5.

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Rosas Esquecidas

Martha Hall Kelly

ISBN: 978-65-556-0526-6

2022 – Intrínseca

480 páginas

Português (Brasil)

Sinopse

O ano é 1914, e o mundo já esteve prestes a entrar em guerra tantas vezes que alguns nova-iorquinos já tratam o assunto com um leve desdém. Eliza Ferriday, por exemplo, está muito mais interessada em viajar para São Petersburgo e conhecer os esplendores da Rússia com Sofya Streshnayva, sua amiga há anos — que por acaso é também prima do czar.
Quando a Áustria declara guerra à Sérvia e a dinastia imperial russa começa a ruir, Eliza se vê obrigada a voltar para os Estados Unidos, enquanto Sofya e a família fogem para a casa de campo. Para ajudar nas tarefas domésticas, eles contratam Varinka, a filha de uma vidente local, sem fazer ideia de que, com isso, estão atraindo um grande perigo. Já do outro lado do Atlântico, Eliza luta para manter em segurança as famílias russas que escaparam da Revolução. E quando as cartas de Sofya param de chegar, ela teme que algo terrível possa ter acontecido à amiga.
Pelas ruas turbulentas de São Petersburgo, casas de campo da aristocracia russa, avenidas de Paris e mansões de Nova York, as trajetórias de Eliza, Sofya e Varinka se cruzarão de maneiras profundas. Em mais uma narrativa emocionante, inspirada em uma história real, Martha Hall Kelly celebra os laços indestrutíveis da amizade entre mulheres, especialmente durante os momentos mais complexos da história mundial.

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