A Dança da Morte - Stephen King

Resenha | A Dança da Morte – Stephen King

Olá, Sonhadores! Eu fiquei um bom tempo sem trazer nada de Stephen King para o blog, mas não porque eu não estava lendo nada dele, mas porque o que eu estava lendo demorou vários meses. No semestre passado eu li A Dança da Morte e além de ser um livro com mais de mil páginas, eu ainda li em inglês! Hoje trago as minhas impressões dessa leitura e explicar os motivos que me levaram a ler uma edição estrangeira.

Sobre o Livro

Primeiramente falando um pouco sobre a história do livro em si, o tema é extremamente interessante porque conversa muito de perto com o que passamos na pandemia nos últimos anos. O livro conta a história de uma pandemia que dizimou quase totalmente a humanidade, deixando apenas algumas pessoas que, por sorte, foram imunes à doença.

A teoria era que um vírus que estava sendo desenvolvido/estudado em um laboratório secreto nos EUA acabou vazando e se espalhando rapidamente por todo o mundo. Porém, ninguém soube explicar ou comprovar nada.

O fato foi que, aos poucos, os sobreviventes foram se encontrando e se unindo para tentar formar uma nova sociedade. O problema é que eles foram se unindo em dois pólos diferentes, o do leste, liderado por uma centenária que dizia ser próxima a Deus, e do oeste sob controle de um homem cruel e perigoso, ligado ao mau e ao diabo. No fim, a história acaba sendo sobre como a sociedade do bem vai conseguir reerguer a humanidade e ainda impedir que o mau tenha seu espaço no futuro.

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Minha Opinião

Eu já vou começar confessando uma extrema frustração quando percebi que o livro ia caminhar para esse conflito “Bem VS Mau”. Eu achei que seria mais uma mistura de como os seres humanos iriam construir uma nova sociedade, passando por cima de diversos conflitos que obviamente surgiriam no processo, com um pouco de investigação para saber o que aconteceu, o que causou essa pandemia. A primeira parte até temos bastante, mas a “fantasia religiosa” envolvendo os conflitos estragou minhas expectativas.

Dito isso, o livro é muito bom para o que se propõe. Ignorando o que eu esperava dele, ele traz outras questões que nos fazem refletir e questionar as coisas. O livro acaba sendo uma alegoria para a eterna luta do bem contra o mau, de como a gente enxerga cada um dos lados e, principalmente, de como o mundo não é preto e branco, existe toda uma faixa cinza onde nem todo mundo é 100% bom ou 100% mau.

Eu decidi ler esse livro primeiro porque o tema para o momento era interessante e porque eu sempre foi um livro que me deixava curioso para ler. Sem contar que fazia um bom tempo que eu não lia nada do autor e estava com saudades. E eu li em inglês primeiro porque eu consegui uma edição basicamente de graça em um sebo, e porque todo ano eu gosto de ler algo em inglês para treinar. Então unindo o útil ao agradável eu decidi ler ele em inglês mesmo sabendo que seria um longo desafio. Acho que valeu a pena, pois a escrita do Stephen King não é tão difícil, mas traz muitas expressões e vocabulários diferentes que eu não conhecia. Então no geral foi uma experiência bem rica, só me deu bastante trabalho.

O livro é um pouco pesado, mas não dá medo, não é de terror. Mas tem cenas fortes, eu não recomendaria para menores de idade. De resto é uma ótima opção de leitura. Inclusive, o livro já teve algumas adaptações, que eu ainda não assisti, mas que fiquei curioso. É um livro muito marcante!


Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

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A Dança da Morte - Stephen King

A Dança da Morte

Stephen King

ISBN: 978-85-810-5054-6

2013 – Suma

1248 páginas

Português (Brasil)

Sinopse

Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas A dança da morte sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King.
Após um erro de computação no Departamento de Defesa, um vírus é liberado, dando origem à doença que ficará conhecida como Capitão Viajante, ou “supergripe”. Não demora muito para que um milhão de contatos casuais formem uma cadeia de morte, e é assim que o mundo como o conhecemos acaba. O que surge no lugar é um mundo árido, sem instituições e esvaziado de 99% da população. Um mundo onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados ― ou são escolhidos.
Os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus cento e oito anos de idade, enquanto todo o mal é incorporado por um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
Com sua complexidade moral, precisão de ritmo e brilhante construção de personagens, “A dança da morte” tem um lugar garantido entre os clássicos da literatura contemporânea.

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