Resenha | As Quatro Rainhas Mortas – Astrid Scholte [P. S. Allen]

Olá, Sonhadores! O que vocês fariam se morassem em um reino governado por quatro rainhas e soubessem que há um plano para acabar com a vida delas? Você contaria para a Guarda Real? Pediria ajuda? Ou investigaria por conta própria?

“A nação dividida de Quadara era um ecossistema, cada quadrante cumprindo um papel. E as Leis da Rainha eram os alicerces do sistema.”

O livro de hoje vai contar a historia de Keralie Corrington, uma jovem de 17 anos que mora em Quadara, um reino que é governado por quatro rainhas e está dividido em quatro regiões: Archia, que valoriza a simplicidade e o trabalho; Eonia, que valoriza a razão e a tecnologia; Toria, comerciantes e mentes curiosas; e Ludia, a terra das artes e do desapego. Keralie é uma ladra que perambula pelas ruas de Toria cometendo pequenos furtos e trapaças.

Certo dia ela conhece Varin, um mensageiro de Eonia que está levando uma mensagem gravada em chip para um destinatário importante. Keralie engana o garoto e acaba roubando o chip para si. Porém, Varin é muito esperto e vai atrás da garota para conseguir finalizar sua entrega. Juntos eles acabam descobrindo o conteúdo da mensagem: as memórias do assassino das quatro rainhas do reino de Quadara. Assustados e curiosos, eles decidem investigar a veracidade do conteúdo e vão se deparar com um plano político que está sendo orquestrado há anos. Perseguidos por um inimigo comum, os dois começam a nutrir um sentimento impossível entre si. Será que tudo vai acabar bem?

As Quatro Rainhas Mortas é uma aventura distópica com alguns traços românticos que fecham bem todas as intenções da autora. Com cenas bem escritas e personagens curiosos, a trama é envolvente, apesar de não ser grandiosa. Fazendo um comparativo, os amantes da saga A Seleção e A Rainha Vermelha vão encontrar o mesmo tipo de personagem central: uma garota com personalidade ácida, ideias fortes e muito determinada em seus propósitos. Neste livro, Keralie deixa o leitor com uma “pulga atrás da orelha” até o fim da leitura. Será que posso confiar nela? Em contrapartida, Varin é um garoto doce, tímido e que exala confiança e um excelente coadjuvante.

Uma coisa que gostei neste livro é que os personagens centrais são todas mulheres. Se determinado personagem era uma peça fundamental tenha certeza de que ele era uma mulher. Isso me deixa feliz, pois aqui o dia não vai ser salvo por um homem. Elas não precisam que um príncipe suba a torre para salva-las e nem de um rei que as ajude a governar. Todas as figuras femininas são bem delineadas e refletem as diversas personalidades femininas: desde aquelas que optaram por se dedicar a casa e a família até aquelas que resolveram viver por si. Sem contar a representatividade LGBTQIA+ em um par romântico do livro.

“Embora cada região tivesse desenvolvido forças e habilidades próprias, compartilhavam da mesma fraqueza: a inveja.”

Strid Scholte é uma autora muito fofa. Nos agradecimentos finais ela mostra toda a alegria por ter escrito essa história e o quanto ela ama aqueles que a ajudaram. Isso me fez refletir sobre como devemos ser empáticos e sensíveis com o trabalho de alguém. Afinal, é a realização de um sonho.

Bom, espero que tenham gostado e recomendo esta leitura para se distrair, curar ressacas literárias ou quando for viajar. Até a próxima!


Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

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As Quatro Rainhas Mortas

Astrid Scholte

ISBN: 978-85-011-1827-1

2019 – Galera Record

392 páginas (Pt/Br)

Sinopse: Na efervescência de paixões proibidas, segredos e alguns mistérios, o reinado das quatro rainhas de Quadara está ameaçado – resta saber como, e por quem. No continente de Quadara, há séculos quatro rainhas reinam absolutas, cada uma representando o próprio quadrante. Juntas, mas separadas. A decidida Iris fala por Archia, a ilha de terras férteis; a estoica Corra representa a tecnológica Eonia; Marguerite, a mais velha das rainhas, é a soberana de Toria e de seus curiosos habitantes; e Stessa, a mais jovem, é o rosto de Ludia, o quadrante da diversão e da arte. As quatro mulheres dividem o poder, sempre respeitando as Leis das Rainhas, sempre pensando no povo e no melhor para a nação. Mas elas têm segredos, e estes podem ser letais. Tão letais quanto Kelarie Corrington. Aos 17 anos, a toriana é a mais hábil larápia e a melhor mentirosa de Jetée. um distrito de excessos, contrabando e charlatões. O último lugar que Varin, um mensageiro eonista, deveria visitar. Mas ele foi roubado… por Keralie, e a jovem é a única esperança de reaver a mercadoria e manter seu emprego. Um mensageiro nunca pode perder sua encomenda. Para piorar, há coisas muito mais sinistras nos chips de comunicação afanados por Keralie. Algo que pode enredar a larápia e o mensageiro em uma conspiração para assassinar as quatro rainhas de Quadara. Sem opção, os dois resolvem se unir para descobrir o assassino e salvar a própria vida no processo. Quando sua relutante parceria começa a se transformar em algo mais, os dois precisam aprender a confiar um no outro e a superar as diferenças entre quadrantes para viver esse amor. Mas será que uma curiosa toriana e um insensível eonista têm alguma chance?

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