Resenha | Verdade? – Monja Coen

Olá, Sonhadores! Como vocês estão? Espero que muito bem! Hoje estou escrevendo aqui numa vibe boa, quando as coisas estão bem, e nessas horas me da vontade de compartilhar coisas boas também. Então decidi trazer para essa semana a resenha de um livro da Monja Coen (pois eu li vários livros dela esse começo de ano). O escolhido da vez é “Verdade? Porque nem tudo o que ouvimos ou falamos é verdadeiro”, pois ele trás uma proposta muito interessante!

“Quem deve mudar é você. O outro, os outros, são reflexos da sua mudança.”

Com certeza você já ouviu ditos populares ou frases prontas como “Quem espera sempre alcança” ou “Amor de mãe é incondicional”, mas você já parou para pensar se essas afirmações são mesmo verdadeiras? Elas condizem com a realidade? Se você esperar, tiver paciência, vai alcançar seu objetivo? Será que todas as mães amam incondicionalmente seus filhos? Monja Coen nos trás esses tipos de questionamentos nesse livro. Ela seleciona alguns ditos populares que todos ouvimos falar (e repetimos) ao longo da vida e nos faz parar um instante para refletir o significado que elas carregam.

Ao mesmo tempo que, durante esses questionamentos, nos deparamos com equívocos de interpretação que cometemos a vida toda, também existem frases que realmente fazem sentido e que são aplicáveis. Nem tudo o que ouvimos ou falamos é verdadeiro, mas algumas coisas são e algumas são parcialmente. Monja Coen também fala dessas frases e, dentro da suas interpretações, ela coloca sua visão zen budista. Isso torna ainda mais interessante a leitura, pois é um ponto de vista diferente para nós ocidentais que crescemos em maior parte com o Cristianismo.

Porém, nem tudo neste livro me agradou. Achei que faltaram ser abordadas algumas questões em alguns temas e eu fiquei com um pouco de agonia, pois não tem como contra-argumentar com um livro! Por exemplo, na frase “Para bom entendedor, meia palavra basta” Monja Coen nos diz que, infelizmente, algumas pessoas estão tão aprisionadas em sua maneira de interpretar a realidade que não consegue ver além disso, por mais que tentemos explicar as coisas. Porém, esse dito sempre me incomodou, pois sempre considerei a falha de comunicação um dos maiores problemas da humanidade. Ela não aborda isso no livro, mas eu senti muito a vontade de acrescentar que meia palavra pode bastar para um bom entendedor, mas acho que não devemos nos limitar a meias palavras, devemos dizer todas as palavras necessárias para que a informação seja interpretada corretamente. É um enorme erro deixar para qualquer pessoa entender por meias palavras. Talvez você sinta o mesmo durante a leitura, pois esse não foi o único caso comigo. Mas nos resta aceitar que o livro já foi escrito.

De qualquer maneira, eu achei a proposta muito legal e acho que a maior lição que tiramos disso tudo é que nada na vida é tão simples que seja possível resumir em uma frase feita. As coisas são complexas, mutáveis, variadas. Cada contexto tem suas regras, causas e condições. O que funciona para um não necessariamente funciona para outro. Uma característica não pode resumir o todo, vivemos num mundo diverso demais. Portanto, antes de carimbarmos na nossa mente esses tipos de frases e aplica-las como se fossem a norma, precisamos entender que nem sempre elas se aplicam e, quando se aplicam, podem não ser o suficiente.

“Apreciar a vida, em suas múltiplas manifestações e momentos transitórios, em suas imperfeições e incompletudes, é mais significativo do que procurar por uma beleza eterna, permanente e perfeita.”


Avaliação

Avaliação: 5 de 5.

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Verdade?

Porque nem tudo o que ouvimos ou falamos é verdadeiro

Monja Coen

ISBN: 978-85-465-0191-5

2019 – BestSeller

144 páginas (Pt/Br)

Sinopse: Você sempre pensa sobre aquilo que você fala? E já pensou em como o que você fala influencia o que você pensa e sente? Usamos muitas expressões por décadas – gerações! – sem nunca nos perguntarmos sobre seu real significado ou mesmo veracidade. Nesse livro, Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista do Brasil, reflete sobre alguns desses ditos populares através da luz da sua longa experiência com o ensinamento Budista e nos guia a pensar sobre muitas dessas “verdades”, todas com certeza muito familiares ao leitor e que já saíram de sua boca algumas dezenas de vezes. Um livro para refletir sobre o que a linguagem representa e a necessidade de autoquestionamento constante. Para Monja Coen, verdade sempre precisa ser seguida por um ponto de interrogação.

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