Resenha | Percy Jackson e os Deuses Gregos – Rick Riordan

Aqui está uma leitura que me surpreendeu. Eu nunca li nenhum livro da série de Percy Jackson, e nunca tive intenção de ler também. Não que houvesse um motivo especial para isso, apenas ainda não chegou aquele momento em que a gente sabe que agora é a hora de ler tal livro, sabe?

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Tipos de Personagens

Tipos de personagens? Protagonistas? Antagonistas? Personagens secundários? Não gente, os tipos de personagens que eu me refiro são aqueles estereótipos que dificilmente alguma obra escapa de usar. E é claro, vou dizer o que eu penso deles.

Começando por um que me irrita muito, porque até quando os autores tentam quebrar esse estereótipo, fica mais longe ainda da realidade. O bom e velho personagem nerd, aquele que geralmente é um menino feio, que com suas habilidades de Deus Ex Machina da tecnologia, ajuda os protagonistas em qualquer situação. Porém, só é assim quando o nerd é menino, quando é uma menina, ela tende a usar livros ao invés de computadores, sabe-se lá o motivo. Em alguns casos, como eu disse a princípio, os autores tentam quebrar esse estereótipo, deixando esses personagens mais badass de alguma forma, como se o problema fosse eles serem nerds demais. Esse não é o problema, meus amigos. O problema é que até os nerds tem uma vida que não gira em torno de computadores e livros.

O segundo tipo de personagem não é bem um estereótipo, pois ele pode ser qualquer coisa. O problema desse tipo é a forma com que ele é usado no enredo. Estou me referindo aos personagens convenientes, aqueles que parecem que não tem vida própria e orbitam em volta do protagonista. Eles aparecem sempre em momentos que são úteis para fazer a história andar. Como se, após saírem de cena, eles sentassem numa cadeirinha e ficassem lá esperando até o próximo momento que forem necessários.

Tipo de personagem número três: garoto adolescente, branco, bonitinho e genérico. Frequentemente usado como protagonista para que o leitor possa o mais facilmente se identificar, visto que ele só tem características que a grande maioria do público tem. Serve para personagens femininos também, tudo depende de quem vai ser o público. Eu não sei exatamente porque alguns livros fazem isso, mas eles adoram fazer esse tipo de personagem ser muito chato e desinteressante. Misericórdia!

Até agora eu só critiquei, né ? Mas tem também tipos de personagens que eu gosto. Por exemplo, os personagens deprimidos e reclamões, que trazem sempre junto um tom de comédia e ironia que me faz rir. Super me identifico. E o melhor é que ele pode ser homem, mulher, animal, robô, qualquer coisa, a essência é a mesma.

Existem muitos outros tipos de personagens para comentar, mas deixarei eles para uma parte dois. Mas não se preocupe, não vou fazer como aquele tipo de personagem que sai da história e nunca mais aparece. Risos.

Resenha | Jogador N1 – Ernest Cline

Eu estava receoso de fazer essa resenha, porque assim… pra mim esse livro não foi tudo isso que as pessoas dizem. Eu sempre tento dar destaque para os pontos positivos dos livros, e Jogador Nº1 tem os seus, mas pra mim o que pegou mais foram os negativos. Antes de mais nada, é importante pontuar que eu ganhei este livro porque games é uma área que eu gosto. E tudo isso foi antes do filme, e eu não sabia basicamente nada sobre a história.

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Sonhos

Começarei explicando sobre o que eu quero falar, usando o próprio blog como exemplo. Quando eu criei o Leitor dos Sonhos, eu não estava me referindo a ler e interpretar os nossos sonhos de cada noite, muito embora eu tenha brincado com esse significado, criando a imagem do site a partir do conceito de um apanhador de sonhos (ou filtro de sonhos – como você quiser chamar). O nome do blog remete ao sonho como um objetivo, como algo que você deseja conquistar. Neste caso, eu quero ser aquele leitor que lê de tudo, consegue manter suas leituras constantes, aprende algo com cada história, evolui seus conhecimentos e compartilha tudo isso para que outras pessoas também possam ser assim. Este é UM DOS meus sonhos, e aqui estou eu, neste blog, fazendo acontecer.

Dito isso, podemos entrar na parte onde vamos viajar um pouquinho (e provavelmente não chegar a lugar nenhum, mas tudo bem, esse sou eu, prazer!).

Provavelmente você tem algum sonho e, provavelmente, você faz muito pouco (ou nada) efetivo para faze-lo acontecer. Isso é a coisa mais “normal” do mundo.  A questão é que: sempre que você vai atrás dos seus sonhos, depara-se com outras pessoas correndo atrás do mesmo sonho. E é NESTE MOMENTO que a coisa pega! Já parou pra refletir sobre como você se sente nesta hora? Eu vou dizer como eu me sinto: eu me sinto apenas mais um, irrelevante. Existem outras novecentos e vinte e sete pessoas atrás da mesma coisa e, muitas delas, muito mais talentosas do que eu. Ou seja, eu concluo que não vou, jamais, realizar tal sonho. E disso surgem outras questões ainda mais profundas e malucas, do tipo: será que isso realmente é um sonho meu ou eu desejei isso porque a sociedade me induziu a acreditar que eu deveria ter esse sonho?

No final das contas não fazemos nada, desistimos, arranjamos outro sonho e repetimos o ciclo. Até começarmos a ficar mais velhos e pensar que é tarde demais pra qualquer coisa, quando na verdade não é, porque se olharmos num todo, não vivemos nem 1/3 da nossa vida ainda. Depois de seguir toda essa linha de raciocínio, e parar para tomar um café, é que eu me dei conta que nada disso importa.

E é AGORA que chegamos na parte onde podemos concluir algumas coisas. Começando por: se você não fizer nada do que quer, nada do que você quer será feito. E se você ler essa frase mais uma vez, perceberá o quão óbvia ela é. E se você adapta-la para: se você estiver infeliz e não fazer nada para mudar isso, você vai continuar infeliz, porque nada vai acontecer milagrosamente para mudar isso sozinho. E por mais que você saiba que, na verdade, isso pode sim, pois há muitas pessoas sortudas por aí, simplesmente temos que partir do princípio de que não somos tais pessoas sortudas. Se fôssemos não estaríamos aqui refletindo sobre isso, estaríamos realizando nossos sonhos da forma mais fácil do mundo e entrando em uma crise existencial sobre não ter sonhos verdadeiros (mas isso é assunto pra outro post).

O jeito que funciona para mim sobre este assunto é: fazer as coisas do meu jeito, no meu tempo. Não tem condições de ficar me comparando com os outros. Até quem você considera melhor do que você, deve ter alguém que ela considera melhor do que ela e assim por diante, até o clico chegar em um leonino que se considere melhor do que todos e terminar. Não ter pressa também é fundamental, resultados nunca são imediatos, e todo mundo aqui já está bem grandinho pra saber que nada acontece quando a gente quer, então resta ter paciência. É importante lembrar também que ao ajudar os outros a realizar os sonhos deles, indiretamente ajudamos a nós mesmos, pois a gratidão vai faze-las retribuir o gesto. E por fim, mas não menos importante, fazer as coisas por prazer, pois são essas coisas que irão, verdadeiramente, te dar um retorno positivo.

Resenha | Drácula – Bram Stoker

Assim como qualquer clássico da literatura, Drácula carrega o preconceito das pessoas de acharem que ele é um livro difícil de ler. A história é contada através de cartas e diários, em que os personagens vão narrando os acontecimentos. Por ter sido escrito no século XIX, carrega toda o estilo da época vitoriana, que pode desagradar muita gente. Todavia, eu me impressionei ao ver que o livro tem um fluxo dinâmico e envolvente com seus mistérios e fenômenos sobrenaturais.

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