Olá, Sonhadores! Recentemente comecei a reassistir a novela Mulheres Apaixonadas por influência do meu namorado, e nisso me veio a vontade de ler o livro que “inspirou”, entre muitas aspas, essa novela. Sabia que seria uma leitura difícil por causa da escrita, porém estava muito motivado para entender essa inspiração.
Sobre o Livro
Bem diferente da novela que se passa no Rio de Janeiro dos anos 2000, o livro se passa no interior da Inglaterra do início do Século XX. Ele conta a história de duas irmãs, Ursula e Gudrun, uma professora e uma artista, muito diferentes em personalidade, mas com o comum pensamento de que não precisam se casar, nunca conheceram o amor.
Mas isso não dura muito, logo elas conhecem Rupert e Gerald, dois amigos de infância muito próximos, mas também muito diferentes, que conquistam o coração das irmãs. Aos poucos eles se aproximam e iniciam um relacionamento, Rupert e Ursula de um lado, Gudrun e Gerald do outro. Porém, de ambos os casais e de ambos os lados surgem questões que abalam os relacionamentos, como uma boa novela.
Toda a trama gira em torno de como os casais lidam com essas dificuldades, que vão desde desejos egoístas, até incompatibilidade filosófica. O livro aprofunda bastante isso colocando os personagens em situações conflitantes e tenta sempre trazer nos diálogos (bem complexos, diga-se de passagem) linhas de pensamento sobre a vida, política e sociedade, considerando, obviamente, o período em que se passa a história.

Outros livros que podem te interessar:
- Persuasão – Jane Austen
- A Casa das Sete Mulheres – Letícia Wierzchowski
- Mansfield Park – Jane Austen
- Emma – Jane Austen
- Mulheres Sem Nome – Martha Hall Kelly
Minha Opinião
Não posso dizer que gostei muito da leitura, porém não me arrependo de ter feito. Acho que ela é desnecessariamente complicada demais e não faz um bom trabalho tentando passar as mensagens que se propõe. Sem contar que também tem o fato de eu não gostar muito de dramas amorosos, pois não tenho paciência. Mas valeu a pena para satisfazer minha curiosidade que mencionei no início.
Entendo que a novela não pegou como inspiração a trama, nem os personagens (talvez bem superficialmente?), a inspiração foi no conceito, na ideia de formas de amar, nos conflitos do amor, focado especialmente no papel feminino. O livro é um pouco mais equilibrado nesse sentido, pois mostra até que bastante o lado de Rupert e Gerald, mas na novela é evidente o protagonismo feminino dentro do conceito.
Posso dizer que gostei do final também, não pretendo contar o que acontece, mas depois de tudo o que aconteceu, a conclusão foi bem satisfatória. Só me incomodou uma coisa que também aconteceu com A Montanha Mágica (que não por acaso é da mesma época), o fato de nos últimos capítulos adicionarem um personagem do absoluto nada para tentar gerar um clímax extra. Do tipo: “bem, não tenho mais nada pra contar, deixa eu inserir um elemento aqui só pra ir pra algum lugar antes de finalizar”. Em ambos os livros foi a parte mais chata, pois estando perto do final, eu só queria que terminasse, não tinha necessidade NENHUMA de estender.
Mas enfim, eu não recomendo muito a leitura, acho que não vai agradar a maioria dos leitores atuais. Tem que gostar muito de literatura clássica para encarar esse livro. Mas, caso encare, também tenho certeza que você vai tirar muitas coisas dessa experiência.
Avaliação
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Mulheres Apaixonadas
D.H. Lawrence
1979 – Abril
468 páginas
Português (Brasil)
Sinopse
Esta obra expressa vida, com seus quatro principais expoentes, a grandes preocupações do autor, Lawrence. O pessimismo intelectual do personagem Ruppert Birkin o leva a crer que o homem “é um dos enganos da criação… como os ictiossaurus”.
A história da paixão, se fosse escrita, seria criada paralelamente à história do ser humano. Fruto de uma combinação de sensações, absolutamente inexplicáveis pela razão, ela sempre esteve presente em todos os momentos históricos e foi objeto de vários estudos,, escritos e tramas. Obra pertencente à literatura mundial, “Mulheres Apaixonadas” conta a história de dois casais confrontados com os dilemas da paixão, sendo que o fracasso exposto por um deles é evidenciado pelo não enfrentamento do sexo como sua principal meta. Para ele, nenhum ser humano poderia viver em harmonia escapando a esse confronto essencial.