A Livreira de Paris - Kerri Maher

Resenha | A Livreira de Paris – Kerri Maher

Olá, Sonhadores! Como sempre, minha participação em clubes de leitura me fazendo ler livros diferentes e que eu jamais leria por vontade própria. É muito bom porque acabo não só encontrando surpresas às vezes, mas também me desenvolvendo como leitor. A resenha de hoje é de um livro que, em meio a vários temas, se passa em um ambiente repleto de literatura.

Sobre o Livro “A Livreira de Paris”

Por volta dos anos 20, Sylvia Beach, uma norte-americana apaixonada pela França, encontra em Paris a realização dos seus dois maiores sonhos: um amor e uma oportunidade de ter sua própria livraria. O que ela jamais imaginaria é que esses sonhos influenciariam o caminho da literatura em sua época.

Essa é uma ficção baseada em fatos reais. Sylvia, sua livraria, assim como a maioria dos personagens do livro, foram reais. Devido ao conservadorismo da época, a liberdade em Paris acabou sendo um refúgio para escritores subversivos. E todos esses escritores tiveram sua passagem pela Shakespeare and Company, tendo destaque James Joyce, cuja sua obra-prima Ulysses só conseguiu o sucesso que teve graças a Sylvia.

Além de toda a trama envolvendo a literatura e os conflitos de censura, conservadorismo e até pirataria, o livro também aborda o amor sáfico deste período. Sim, por incrível que possa parecer para algumas pessoas, gays e lésbicas existem desde sempre. Mas o interessante aqui é o contexto, é ver como Paris era muito tolerante. Claro que as coisas eram tratadas de forma absolutamente discreta, mas a impressão que me causa é que desde então regressamos muitos passos e só agora voltamos a andar para frente, mas ainda cheios de barreiras e obstáculos.

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Minha Opinião

Para quem costuma ler os escritores que viveram no início do século XX, esse livro é especialmente interessante. Ver alguns deles tendo sua participação na história, mesmo que só de passagem ou só por menção, como Ernest Hemingway, James Joyce, F. Scott Fitzgerald, entre outros, é muito legal.

O ambiente da história também é agradável para nós leitores. O que é melhor do que uma livraria, não é mesmo? Ainda mais em Paris! Nunca fui para a França, mas é uma meta. Inclusive, hoje existe uma Shakespeare and Company lá que você pode visitar. Não é a original, mas é uma homenagem fiel. E assim como em boa parte de histórias que contam sobre livrarias, aqui não são diferentes os problemas financeiros que esse tipo de empreendimento tem. Trabalhar com livros nunca foi fácil em época alguma e é necessário gostar muito para conseguir seguir em frente.

A escrita da autora para mim foi boa, as personagens foram bem desenvolvidas, e a experiência de leitura, num geral, foi interessante. Na discussão do clube isso não foi um consenso, não foi uma leitura que agradou a todos. Mas me parece ser um livro que você precisa apenas conseguir ler no momento certo para gostar.

Ao final, a autora adiciona umas notas sobre o desenvolvimento do livro. Ela explica suas pesquisas, explica o que é ou não apenas ficção, e também nos conta o destino final das personagens principais, visto que a história em si termina não com o fim da vida delas, mas no fim do período em que importa para o enredo.

É um livro que vale a pena a leitura, eu não estava com muitas expectativas e ele me surpreendeu. Caso tenha se interessado, espero que também tenha uma boa experiência. Até a próxima!


Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

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A Livreira de Paris - Kerri Maher

A Livreira de Paris

Kerri Maher

ISBN: 978-65-556-0668-3

2023 – Intrínseca

368 páginas

Português (Brasil)

Sinopse

Com ares de Meia-Noite em Paris, livro sobre fundadora da Shakespeare and Company é um tributo à mulher que lutou para publicar um dos romances mais importantes do século XX.
Quando a jovem norte-americana Sylvia Beach abre a Shakespeare and Company em uma rua tranquila de Paris em 1919, não tem ideia de que ela e sua nova livraria mudarão o curso da história da literatura.
A Shakespeare and Company é mais do que uma livraria e uma biblioteca: ali se reúnem muitos escritores proeminentes dos anos 1920 e 1930, como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. É também onde nascem algumas das amizades literárias mais importantes da época ― em especial, aquela entre o escritor irlandês James Joyce e a própria Sylvia. E quando o controverso novo romance de Joyce, Ulysses, é censurado nos Estados Unidos, Beach decide assumir um risco enorme e publicá-lo na França.
Mas o sucesso e a notoriedade da publicação de um dos livros mais infames e influentes do século vêm com altos custos. O futuro de sua amada loja é ameaçado quando o reconhecimento de Ulysses faz com que outros editores passem a cortejar Joyce. E, à medida que Paris mergulha cada vez mais na Grande Depressão e diversos amigos expatriados voltam para os Estados Unidos, muitos de seus relacionamentos são colocados à prova. Diante de crises pessoais e financeiras, Sylvia precisa decidir o que a Shakespeare and Company realmente significa para ela. Mistura de romance e biografia, A livreira de Paris é uma ode a uma mulher que assumiu como missão honrar o poder transformador dos livros, além de uma narrativa emocionante sobre as amizades, os amores e os atritos da cena literária europeia da primeira metade do século XX.

2 comentários sobre “Resenha | A Livreira de Paris – Kerri Maher

  1. lá pela página 27 ela faz uma proposta de passear no museu dorsay para ver obras impressionistas.

    o dito foi inaugurado em 1986 , aí parei de ler o livro se passa na década de 1920

    • Lembro que no clube que tivemos deste livro comentaram isso mesmo. Por um lado é complicado porque tira a credibilidade de todo o resto que a autora tentou trazer de histórico, mas não acho que invalida a trama a ponto de não ser uma leitura boa e que trás pontos interessantes.

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