A Deusa em Chamas - R.F. Kuang

Resenha | A Deusa em Chamas – R.F. Kuang

A Deusa em Chamas é o último volume da série A Guerra da Papoula de R.F. Kuang.


Olá, Sonhadores! Enfim chegamos ao fim da série A Guerra da Papoula e hoje trago a resenha do último volume: A Deusa em Chamas. Ler essa série acompanhando os lançamentos foi uma experiência bem legal, assim como o fato dessa ser uma fantasia diferente, que é inspirada e ambientada na cultura oriental. Mas será que a autora conseguiu finalizar bem a obra? Será que eu gostei? Bem, venha comigo que já vou te contar! Mas só venha depois de ler, pois darei minha opinião a respeito das conclusões dos arcos.

Sobre o Livro

Primeiramente vamos contextualizar um pouco sobre o ponto em que a história parou no segundo volume. Depois da traição que Rin e os líderes das regiões do Sul sofreram por parte da família Yin e dos Hesperianos, a garota junto com os sobreviventes decidem formar uma Coalizão para lutar contra o Império do Dragão. Em busca de mais aliados e força militar, eles tentam recuperar o sul que está tomado por seus antigos inimigos, os mungeneses, enquanto aproveitam que o exército de Vaisra e os Hesperianos estão ocupados dominando o Norte.

Enquanto lutam por poder, a coalizão sofre alguns conflitos internos. Rin não é levada a sério como líder, os outros membros da cúpula questionam sua capacidade de estratégia em guerra e a veem apenas como uma poderosa e perigosa arma. No meio dessas intrigas a Trindade está de volta. Como aliados ou como uma última tentativa de retomar o poder? Não sabemos. Mas Rin precisa fazer escolhas e arriscar em quem deve confiar.

O conflito contra o exército do Norte está cada vez mais perto. Nezha que tem um lugar para o bem e para o mau no coração de Rin, parece estar ficando mais poderoso do que nunca. A tecnologia Hesperiana continua sendo uma desvantagem imensa contra o Sul. As guerras em Nikara parecem não ter fim, Rin percebe que gerações e gerações têm passado pelas mesmas coisas e seu país nunca vai conseguir viver em paz, a menos que ela consiga quebrar esse ciclo, e não há apenas um jeito de fazer isso…

A Deusa em Chamas - R.F. Kuang

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Minha Opinião

Por um lado eu acho que a série foi muito boa. Ela tem personalidade, singularidade. Mas peca em muitos pontos que fazem perder um pouco a força, na minha opinião. Eu não consigo, desde o primeiro livro, digerir os protagonistas como adolescentes/jovens adultos. O enredo da história exige personagens mais maduros, tanto que muitas vezes eu sinto uma forçação de barra imensa tanto para o lado de colocar eles agindo com mais maturidade quanto para menos maturidade nos momentos que a autora quer aliviar a tensão. No primeiro livro, enquanto Rin estava estudando, ainda fazia sentido, mas do segundo pra frente precisava de um tempo, de um amadurecimento real. Há quem argumente que a guerra amadurece os personagens, as situações pesadas que eles passam, mas pra mim é insuficiente.

Outro grande problema, focando nesse último livro, é a primeira parte. Chato, entediante, desinteressante. Todo o período interminável deles tentando retomar o sul para no final servir de nada. O começo do livro estava bem difícil, começou a melhorar quando a Trindade entrou em cena. Era isso o que eu queria! O arco da Trindade precisava ser fechado, mas eu só não sei se foi feito de forma satisfatória. Na minha opinião: não, especialmente quando Riga entra em cena. Foi um enorme desperdício não mostrar o que os Deuses são capazes. O fim trágico da trindade em si, ok. O plano da Rin, inteligente. Mas sinto que faltou.

Mas falando de coisa boa, a conclusão da história em si, acho que foi ideal. A trama chegou ao limite, não havia mais o que Rin fazer. Inclusive, ela fez até mais do que precisava, estava beirando a linha de se tornar realmente a vilã da história, mas no final conseguiu se redimir como protagonista. Porque, olha, nunca gostei dela. É uma protagonista boa, mas com nenhum grau de carisma.

Então, pelo menos para mim o livro terminou bem e terminou muito baseado na realidade. Era inevitável que a cultura Hesperiana ia subjugar os Nikaras em algum momento. É triste? É. É bem semelhante com o que vemos hoje na guerra entre Israel e a Palestina. Só vai ter fim quando um dos lados ceder, e, no caso dos Nikaras é ceder sua cultura, sua história, e ficar a mercê do que a cultura dominante trazer. Eles podem trazer coisas boas, mas ao custo de ter submissão a eles. E a escolha de Rin foi essa, na esperança que Nezha com sua maior capacidade e poder de barganha, conseguisse manter a cultura, a história e o respeito do povo Nikara.

Por isso que eu digo que por mais que a série tenha vários defeitos, é uma série boa. Eu super recomendo e afirmo que é melhor que uma infinidade de séries de fantasia que se resumem a romance amoroso.


Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

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A Deusa em Chamas - R.F. Kuang

A Deusa em Chamas

R.F. Kuang

ISBN: 978-65-556-0642-3

2023 – Intrínseca

592 páginas

Português (Brasil)

Sinopse

Ao sair de Tikany para estudar em Sinegard, a academia militar mais prestigiada do então império, Rin não olhou para trás. No entanto, após salvar a nação de invasores estrangeiros, lutar em uma guerra civil atroz e ser traída por seus maiores aliados, ela percebe que todos os caminhos a levam de volta para o lugar em que cresceu, nas províncias do sul de Nikan.
Rin sabe que é nesse lugar pobre, esquecido pelos governantes e devastado por guerras que reside o verdadeiro poder: nas milhões de pessoas comuns sedentas por vingança e que a veneram como se fosse uma deusa da salvação. À frente da frágil Coalizão do Sul, Rin comanda um exército de famintos e miseráveis que não medirá esforços para aniquilar a República do Dragão, os colonizadores hesperianos e qualquer um que ameace as artes xamânicas e seus praticantes.
Conforme seu poder e sua influência crescem, Rin será forte o suficiente para resistir aos sussurros cada vez mais insistentes da Fênix, ordenando que ela queime o mundo e tudo que há nele?
Na conclusão da trilogia A Guerra da Papoula, considerada uma das melhores fantasias de todos os tempos pela revista Time, a jornada de magia, poder e loucura de Rin chega ao ápice, e a jovem xamã encontra seu destino — apoteótico, catastrófico e inesquecível.

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