Olá, Sonhadores! Eu sei que essa resenha pode parecer um pouco fora de época, mas eu juro que li esse livro durante o natal, só acabei enrolando demais para trazer a resenha. Dito isso, gostaria de dizer que estou muito animado por trazer mais esse clássico para o blog, uma história que permeia o imaginário coletivo de todo mundo e que surgiu nas mãos do alemão E.T.A. Hoffmann e foi popularizado com uma adaptação de ninguém menos do que Alexandre Dumas.
Sobre o Livro
Essa edição da Zahar conta com as duas versões que mencionei acima: o original de E.T.A. Hoffmann e uma versão de Alexandre Dumas. Ambas são extremamente semelhantes e só compensa ler as duas se você tiver muito interesse em pegar as diferenças. Especialmente se você pensar em ler em seguida, a segunda leitura vai ser um pouco mais tediosa por parecer muito uma releitura. Então fica aqui o aviso.
A versão de Hoffmann é levemente mais obscura, apesar de ter sido pensada e escrita para o público infantil. Isso foi uma das coisas que Dumas adaptou. Quando conheceu a obra, a ideia de Dumas era simplesmente traduzir para o francês (que era o idioma mais popular na época), mas decidiu fazer uns retoques para deixar a narrativa mais leve.
Enfim, a história é sobre uma menininha que ganha um quebra-nozes de presente e se afeiçoa a ele. Nisso entra a magia e fantasia, quando o Quebra-Nozes ganha vida e precisa proteger a todos dos terríveis camundongos que buscam vingança pelo que ele fez no passado.
Outros livros que podem te interessar:
- A Princesa e o Goblin – George MacDonald
- Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll
- O Mágico de Oz – L. Frank Baum
- Um Conto de Natal – Charles Dickens
- As Aventuras de Pinóquio – Carlo Collodi
Minha Opinião
Assim como os clássicos contos de fadas, essa é uma história infantil (considerando a geração de crianças daquela época). A diferença é que Hoffmann decidiu escrever algo totalmente original, indo contra a tendência da época que era escrever as histórias populares contadas no boca-a-boca como fizeram os irmãos Grimm.
Fazendo essa leitura eu percebi como eu não fazia a menor ideia de qual era a história por trás do Quebra-Nozes. É um ser que, como mencionei antes, permeia o imaginário coletivo, mas quando paramos para pensar, o que sabemos sobre? Talvez parte disso seja por não termos uma adaptação boa e grande o suficiente para marcar uma geração. Em 2018 a Disney lançou um live-action inspirado nessa história, que eu não assisti, mas pelo que li na sinopse é bem diferente da história original.
Foi uma leitura bem leve e descontraída, que casou bem ao ser lida no natal. Eu não diria que recomendo a leitura para qualquer pessoa, acho que é o tipo de livro que você precisa ter um certo interesse ou curiosidade prévia, dificilmente é algo que agradaria o público de hoje naturalmente.
Avaliação
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O Quebra-Nozes
Alexandre Dumas & E. T. A. Hoffmann
ISBN: 978-85-378-1798-8
2018 – Zahar
344 páginas
Português (Brasil)
Sinopse
É véspera de Natal. Marie se encanta, dentre todos os presentes, por um quebra-nozes em formato de boneco. Ela comoda o novo amigo no armário de brinquedos – mas, à meia-noite, ouve estranhos ruídos. Aterrorizada, vê seu padrinho, o inventor Drosselmeier, sinistramente acocorado sobre o relógio de parede, e um exército de camundongos invadindo a sala, comandado por um rei de sete cabeças! Contra eles, os brinquedos saem do armário e põem-se em formação. Têm uma grande batalha pela frente, sob as ordens do Quebra-Nozes…
Entre o sonho e a realidade, Marie viverá histórias maravilhosas e estranhas, de reinos, feitiços e delícias. Histórias em que o inusitado padrinho tem um papel especial, e nas quais só pode embarcar quem tem os olhos e o coração preparados. Você tem?
Esta edição inclui as duas variantes da história: a versão original de E.T.A. Hoffmann e a clássica de Alexandre Dumas – que popularizou a história e inspirou o famoso balé de Tchaikovsky –, com tradução de André Telles (do francês) e Luís S. Krausz (do alemão). Traz ainda apresentação da pesquisadora e especialista em contos de fadas Priscila Mana Vaz e mais de 200 ilustrações de época. A versão impressa apresenta capa dura e o acabamento de luxo característico da coleção Clássicos Zahar.
Lucas, que ótima dica! Nunca li O Quebra-Nozes e já anotei na minha lista de desejos. Amei.
Lucas, que ótima dica! Nunca li O Quebra-Nozes e já anotei na minha lista de desejos. Amei.