Sobre a Viagem para a Itália

Sobre a Viagem para a Itália

Olá, Sonhadores! Apesar de ter tido posts aqui nas últimas semanas eu havia deixado tudo preparado antes, pois desde o dia 18 de Novembro eu tirei umas férias e fui com o P.S. Allen para a Itália! É claro que essa viagem não poderia passar em branco aqui no blog, então hoje vou contar como foi, todos os problemas, todas as coisas incríveis que conhecemos e muitas outras curiosidades interessantes. Nós passamos por onze cidades, então se prepara que vai ser muita informação.

Se você tem intenção de viajar para a Itália também e está buscando ideias de onde ir e como fazer as coisas saiba que tudo depende do que você quer. Por exemplo, nosso objetivo com essa viagem sempre foi, em primeiro lugar, conhecer a maior parte do pais. Foi uma viagem de 18 dias e sabíamos que passar por 11 cidades seria bastante correria e que não iríamos conseguir relaxar necessariamente nessas férias. Fomos cientes e preparados para isso. Tanto para economizar nos voos, quanto para facilitar o transporte, fomos apenas com uma mochila e uma bolsa cada um e levamos o mínimo de roupas e itens necessários.

Da preparação a imigração

Antes de começar a falar sobre a viagem em si, acho importante mencionar como foi a preparação dela. Como seria nossa primeira viagem internacional, nos preparamos com muito meses de antecedência. Compramos um voo num período que estava mais barato por ser baixa temporada. A única preocupação que tínhamos com essa época era por ser um período frio e com muita chuva, mas decidimos arriscar. Tiramos nossos passaportes (que levou cerca de uns 40 dias todo o processo) e fomos fazendo as reservas de hotéis e Airbnbs conforme íamos achando boas opções. Mas o que deu mais trabalho mesmo foi fazer o itinerário da viagem. É bem complicado quando precisa encaixar um monte de cidades em poucos dias, definir tempo para ver tudo o que queríamos, fazer bater os horários de trens, check-ins, check-outs, horários de ingressos e ainda deixar um tempo para descansarmos um pouco. Foi um trabalhão, mas conseguimos montar. Todo esse planejamento da viagem eu fiz através do Notion e recomendo! Fizemos tudo por conta própria, pois queríamos uma viagem bem do nosso jeito, mas é claro que se você não quer ter todo esse trabalho ou não sabe como faz sempre tem as agências de viagens para ajudar. Apenas saiba que hoje em dia é bem possível e mais simples fazer tudo por conta própria.

Mas enfim, decidimos começar pelo norte do país e pousamos em Turim! Na verdade, voamos através da cia aérea da Iberia, fizemos uma conexão em Madrid (onde fizemos a imigração) e de lá pegamos outro voo para Turim. Sei que a imigração é sempre uma preocupação, principalmente para quem está viajando para fora pela primeira vez, mas no nosso caso foi extremamente tranquilo. Preparamos todos os documentos que poderiam ser requisitados, mas tudo o que eles pediram foi o passaporte. Recebemos e carimbo e entramos sem nenhuma dificuldade.

Turim e a diferença entre norte e sul da Itália

Se você não sabe existe uma grande diferencia social e econômica entre o norte e o sol da Itália. O norte é bem mais desenvolvido e isso se reflete na estrutura das cidades, no comportamento das pessoas e, claro, no preço das coisas. É tudo um pouco mais caro que no sul. Em Turim ficamos num Airbnb bem no centro da cidade, um apartamento bem simples, mas que tinha tudo o que precisávamos. Apesar de termos tido um pouco de Jet lag (que era algo que eu sempre quis testar se era real ou não) a gente decidiu aproveitar ao máximo nosso tempo lá. Ficamos dois dias, chegamos de manhã e ficamos o dia seguinte todo. Era época de pleno outono, então as árvores estavam belíssimas como podem ver nas fotos! Visitamos diversos lugares que achamos interessantes quando fizemos as pesquisas para o Itinerário e no fim amamos muito essa cidade.

Veneza e os trens

Em seguida fomos de trem para Veneza. E aproveitando a deixa, viajar de trem na Itália é extremamente fácil. Compramos a maioria das nossas passagens online através das duas empresas que disponibilizam esse serviço: Trenitalia e Italo. A Trenitalia é maior e tem trens tanto de longa distância quanto regionais. Já a Italo só tem os de longa distancia, mas achamos os preços muito mais acessíveis nela. Quando você viaja de trem basta que você veja qual é seu vagão e seu assento na passagem e observar pelo número do trem nos painéis da estação de qual plataforma ele vai sair. De resto você entra, se acomoda, e espera até a hora que algum funcionário apareça pedindo sua passagem. Para quem compra online basta apresentar o QRCode no aplicativo ou no PDF que você recebe por e-mail. Não tivemos nenhum problema em nenhuma das viagens de trem, foram quase sempre pontuais, mas é bom destacar que quando você comprar uma que tenha cambio e você precise trocar de trem, deixe pelo menos uma meia hora entre um e outro justamente para não acabar perdendo o trem caso o anterior atrase.

Em Veneza também ficamos dois dias, chegamos de manhã e ficamos o outro dia todo. O primeiro dia foi ótimo, andamos bastante, compramos lembrancinhas. Era uma das cidades que eu estava mais ansioso para conhecer. Porém, no segundo dia pegamos MUITA CHUVA. Sério, além da chuva e do frio, estava ventando demais, a ponto de você quase ser arrastado se não tomasse cuidado. Mas isso não impediu a gente (e pelo que percebemos nenhum outro turista) de seguir com os planos. A sorte é que nesse dia os lugares que íamos eram fechados, como a Galleria dell’Academia e a Bazilica di San Marco. No fim até que conseguimos aproveitar bem.

Bolonha e a alimentação

Depois disso pegamos outro trem a caminho de Florença, mas antes de chegarmos lá planejamos passar um dia em Bolonha, chegando de manhã e partindo a noite. Foi uma visita curta, mas deu para conhecer lugares incríveis e experimentar a comida que estava ótima! E já que entramos no assunto, vamos falar um pouco sobre nossa alimentação. Nós decidimos que experimentaríamos vários pratos que sempre tivemos vontade, mas evitaríamos ir em lugares caros. Em quase todos os que fomos a comida era excelente e, no caso das pizzas, eram gigantes! Eu que sou uma pessoa que não come muito tive certa dificuldade de comer tudo. Nas hospedagens em que tínhamos cozinha também optamos de ir em supermercados e fazer comida algumas vezes, para ter essa noção de qualidade e preço dos produtos (que, por acaso, também foi excelente).

Florença e os museus

Chegando em Florença a noite não tivemos uma boa impressão da cidade, a região perto da estação não pareceu muito segura e até o próprio proprietário do Airbnb que ficamos mencionou isso. No dia seguinte quando fomos efetivamente andar pela cidade já gostamos um pouco mais, mas definitivamente não foi uma das cidades favoritas da viagem. O que me deixou muito feliz lá foi visitar os museus! Fomos tanto na Galleria dell’Academia quanto no Uffizi e no Palazzo Pitti também. Visitas a museus foram momentos que eu apreciei bastante da viagem. Ficamos hospedados em Florença por 3 dias, sendo 2 para conhecer a cidade em si e 1 para dar um pulinho em Pisa.

Pisa e Arezzo, a cidade natalina

Fomos para Pisa conhecer a famosa torre, mas fora isso não achamos a cidade grande coisa. Tanto que nem ficamos muito tempo por lá. Mas, claro, valeu a pena conhecer.

Saindo de Florença e indo para Roma, decidimos fazer o mesmo esquema que Bolonha, mas dessa vez fomos para Arezzo. Essa é uma cidadezinha famosa por ter uma feira de Natal. Não sabíamos se no dia que passamos por lá já teria começado os eventos, mas sim, a cidade estava super enfeitada e com muuuuitos turistas. É uma cidade muito encantadora.

Vaticano, Roma e sobre ingressos

Agora chegamos na famosa Roma, a cidade Italiana em que mais vimos turistas brasileiros. É incrível como Roma é sempre o primeiro lugar que vem em mente quando se pensa em viajar para a Itália sendo que existe Veneza, masok hahah! Ficamos lá por três dias. O primeiro foi exclusivamente para visitar o Vaticano, fomos nos museus e como você já deve imaginar, eu amei. Achei que seria muito menor do que realmente foi! Almoçamos nos restaurantes que tem lá dentro (que são bem acessíveis financeiramente) e depois passamos pela Bazilica di San Pietro. Não pegamos fila nenhuma para nada quase, o volume de gente, por incrível que pareça, estava na quantidade de excursões escolares de estudantes italianos (de todas as idades!).Vimos muito disso por toda Roma todos os dias.

No segundo dia de Roma visitamos o famoso Coliseu. Compramos o ingresso completo que dava acesso a tudo, incluindo o Foro Romano e o Palatino. Sabíamos que levaria o dia todo para visitar todos esses lugares e dito e feito. E por falar em ingressos, é um bom momento para comentar como fizemos. A grande maioria nós compramos pela internet antes de viajar. Dependendo da época do ano eles se esgotam rápido e não compensa nem um pouco pegar fila para comprar na hora. Compramos tudo diretamente pelo sites oficiais de cada lugar e não contratamos nenhum guia turístico, fizemos tudo por conta. Isso por ser mais barato e porque queríamos ter mais liberdade de andar. Mas nada contra os guias, tudo depende do seu objetivo e do quanto está disposta a investir. E no último dia visitamos os lugares avulsos que ficam pela cidade como a Fontana di Trevi e o Pantheon por exemplo.

Caserta, a decepção

Saindo de Roma e indo para Nápoles, mais uma vez passamos o dia em uma cidade intermediária: Caserta! Lá existe um palácio muito grande e com um jardim inacreditavelmente gigante. Estávamos muito ansiosos para conhecer esse lugar, mas foi a maior decepção. No dia em que fomos estava sendo gravado um filme lá e estava um caos! Além da movimentação da produção do filme, algumas áreas estavam fechadas. Sem contar que dentro do palácio não é tão incrível como em fotos e o jardim, apesar do tamanho, também não tinha nada de mais. Nos deu a sensação de estar em decadência.

Nápoles, Pompeia e os perrengues

Enfim, chegamos na última cidade em que ficaríamos hospedados: Nápoles. Estávamos já exaustos da viagem, andar mais de 15km literalmente todos os dias uma hora cansa. E é claro que é nessas horas que os problemas acontecem. Até então tinha dado tudo certo, nenhum grande perrengue, nada. Eis que fomos até Airbnb que tínhamos reservado, um lugar extremamente bem avaliado e quando chegamos a proprietária ficou muito confusa, dizendo que tinha parado de receber hóspedes, pois estava reformando o apartamento… Eis o que aconteceu: como reservamos com meses de antecedência, antes de elas pararem de aceitar hospedagens, a filha dessa mulher (que é quem cuida disso), não viu que ainda tinha mais uma reserva nos primeiros dias de Dezembro. A mulher nos recebeu mesmo assim e conversando com ela combinamos que ela poderia nos hospedar (inclusive já havíamos pago), mas precisaríamos dar algumas horas para ela preparar o quarto e o banheiro para nós. Aproveitamos então para ir jantar enquanto isso e quando voltamos o apartamento estava impecável como nas fotos. A coitada deve ter tido um trabalhão, deu para perceber que ela ficou muito constrangida por causa do erro, mas foi extremamente simpática conosco. No fim foi só um susto, foi ótimo os dias que ficamos por lá. O que aprendemos com essa história é que cuidado quando você reserva um lugar muito antes, tente sempre manter contato com o proprietário e suspeite caso ele não te responda como aconteceu conosco.

E se você achou que esse tinha sido o último perrengue da viagem, você se enganou! Nápoles nos deu trabalho. No único dia em que passaríamos lá visitando a cidade os transportes públicos todos decidiram que era um bom dia para fazer greve! O Airbnb que ficamos ficava numa área um pouco afastada do centro, para chegar e voltar a pé tivemos que pegar muitas, MUITAS escadarias. Já estávamos exaustos, mas ou era isso ou não íamos conhecer a cidade. É de bônus choveu um pouco esse dia também. Pelo menos choveu menos do que o previsto. De qualquer forma ficamos felizes, pois a chuva (como mencionei no começo do post) era uma preocupação real, mas que acabou não sendo um problema.

No dia seguinte o plano era fazer um bate e volta em Pompeia. Felizmente a greve só tinha durado aquele dia mesmo e conseguimos ir para lá. Gostamos muito do lugar, as ruínas são muito bem preservadas e a área é bem maior do que eu achei que fosse! É literalmente ruínas de uma cidade inteira. Não subimos o Vesúvio por falta de tempo, mas eu super toparia fazer a excursão para lá.

Os livros e o retorno para o Brasil

Antes de irmos para o fim, como esse é um blog sobre livros, acho legal falar um pouco sobre as partes da viagens que envolvem o assunto. Primeiro que, como já era de se imaginar, os livros na Itália são muito mais acessíveis. O P.S. Allen comprou alguns para ele, tanto novos de livrarias quanto de sebos. De livraria, a mais famosa que vimos e que tem em todo lugar é a LaFeltrinelli. De sebos dois lugares foram destaques. Primeiro em Veneza na Libreria Acqua Alta, um sebo que também se tornou um famoso ponto turístico da cidade. E o outro foi em Nápoles na Port’Alba, uma rua que é lotada de sebos. Tem livros de todos os tipos barratíssimos!

E foi isso. Depois pegamos um trem de volta para Roma, onde pegamos outro trem que levava para o aeroporto (seria tão bom se no Brasil tivessem trens tão eficientes assim). Nosso voo de volta foi pela TAP então fizemos uma escala em Lisboa (onde conheci pessoalmente minha amiga de longa data Raquel, que por acaso já fez um post aqui para o blog comigo) e depois voltamos para o Brasil. O voo pela TAP foi bem melhor do que pela Iberia e também não tivemos nenhum problema. O difícil mesmo foi chegar em Guarulhos e ter que pegar dois ônibus até a cidade em que moramos hahah

Enfim, esse foi um resumo da viagem. Tiramos muitas fotos (dos lugares porque eu não gosto de sair muito em fotos), visitamos dezenas de igrejas, tivemos uma boa imersão no país, descobrimos que conseguimos nos virar perfeitamente em italiano e em inglês e muito mais. Além de tudo foi uma experiência enriquecedora de crescimento pessoal. Foram muitos anos trabalhando para conseguir ter recursos o suficiente para fazer uma viagem dessa e valeu muito a pena. Se você planeja uma viagem dessa e tem alguma dúvida, fique a vontade para me perguntar, se for do meu conhecimento eu ajudo!

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