A Filha Perdida

Crítica do Filme – A Filha Perdida

Olá, Sonhadores! Essa semana eu postei a resenha do livro “A Filha Perdida” da Elena Ferrante que você pode conferir clicando aqui e, como prometido lá, hoje eu trago a crítica da adaptação dessa obra que foi feita pela Netflix!

Num geral devo dizer que o filme é bem fiel ao livro, exceto por alguns pontos que foram suprimidos. Por um lado eu entendo que uma adaptação acaba precisando fazer certos cortes, mas acho que as coisas que os produtores optaram por não mostrar atrapalharam bastante a compreensão de quem apenas assistiu ao filme. Eu já tinha terminado a leitura quando assisti e, para mim, foi tranquilo. Mas o P.S. Allen (que não leu o livro) assistiu comigo e ele ficou bem perdido.

Não pretendo falar sobre o que é a história aqui (recomendo que dê uma olhada na resenha), mas existe um certo conflito na trama entre Leda e a família italiana que ela encontra na praia. A família tem um pé atrás com Leda e o tempo todo olham torto para ela. No filme isso fica meio jogado, não dá para entender o motivo. A cena do livro que mostra Leda contando que abandonou as filhas quando elas eram crianças foi no momento que ela estava na lojinha comprando roupas para a boneca roubada. E nessa cena a família de Nina está presente, em especial a cunhada dela que fica abismada com o fato e não quer que Nina fique próxima de Leda por considera-la uma má influência. Por isso existe toda essa tensão entre Leda e a tal família. No filme, eles colocaram Leda contando sua história apenas para Nina posteriormente.

Além disso, o filme também ignora totalmente a relação de Leda com sua mãe, mencionando indiretamente numa fala em que ela diz que não quer que as filhas voltem pro lugar ruim de onde ela veio. E foi uma pena removerem esse ponto da história, pois ele explica bastante certos comportamentos de Leda.

Outro ponto muito relevante para mim, foi a forma com que enxerguei Leda no filme. Enquanto no livro parece que Leda tem sérios problemas e precisa urgente de terapia, no filme parece mais que ela é só uma mãe que não está dando conta de criar duas filhas pequenas que exigem muito dela. No fim das contas parece que o filme não reflete muito bem o que o livro passa. Ele, provavelmente, ficou mais superficial para ser mais entendível, mas acabou ficando mais confuso no fim das contas.

Quanto a fotografia, as atuações, e toda a parte técnica: não sou capaz de opinar muito sobre a qualidade. Mas, no geral, eu gostei, exceto em algumas cenas no inicio que eu não sei porquê, mas em diversos momentos de diálogo a câmera filmava o interlocutor e não quem estava falando. As atrizes que interpretaram Leda no presente e no passado (Olívia Colman e Jessie Buckley respectivamente) fizeram uma boa atuação (pra mim que não entendo nada, masok) e a Dakota Johnson como Nina estava belíssima.

O final fica em aberto, tanto no filme quanto no livro. Não sabemos se Leda continua viva ou não, e isso fica por conta da interpretação de cada um. Para quem apenas viu o filme e ficou com interesse no livro, vale a pena. O livro é curto, rápido de ler e vai te dar uma visão mais aprofundada da história.

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