Seja Uma Ponte

Diversas vezes eu falei aqui sobre meus objetivos e idealizações sobre produzir conteúdo para o blog. Sendo honesto, a maior parte desses objetivos são pensando em mim e em satisfazer os meus desejos e necessidades. Porém, é verdade também que sempre desejei que meus textos e resenhas fossem úteis para quem estivesse procurando uma opinião sobre determinada obra ou que servissem de inspiração para as pessoas lerem mais.

O que eu pretendo trazer hoje aqui é uma reflexão para você que cria conteúdos na internet, independente do tipo ou do segmento. Mesmo se você apenas costuma comentar em posts ou vídeos, por exemplo, este texto também pode te servir. Afinal, um comentário não deixa de ser um conteúdo, não? Da mesma forma que um tweet, uma foto, um stories, qualquer coisa que você cria na internet faz parte do seu portfólio de conteúdo.

A questão é: qual tem sido o objetivo do seu conteúdo? Apenas satisfazer a si mesmo? Não pense que considero essa uma resposta ruim. Muito pelo contrário. A primeira coisa que você deve fazer sempre é o que for melhor para você. Eu diria, inclusive, que é um grande erro você criar algo com o objetivo primário de agradar/satisfazer os outros. Pode funcionar pontualmente, mas não vai ser duradouro e consistente se não for o próprio criador o mais satisfeito.

Mas a partir desse ponto, quando você esta satisfeito com o que está fazendo, por que não se aprofundar mais? Por que não, neste momento, tentar conquistar seus consumidores? Há quem diga que esse é um fenômeno automático; que quando você gosta do que faz, as pessoas passam a gostar também. Eu entendo o poder desse pensamento, mas eu não acho que seja algo tão automático assim. Acho que é preciso ter por parte do criador um elemento a mais, um desejo de entregar algo para seu público usando seu conteúdo como uma ponte.

Isso tudo pode soar subjetivo demais a princípio, mas fica claro quando você ultrapassa o plano onde o que importa são coisas superficiais como agradar ou ter utilidade e entra em um plano mais profundo com intenções mais complexas. É nesse ponto que eu desafio você a entrar e refletir.

Esses dias eu ouvi alguém dizer que gostava de ser uma ponte. Que ao ver pessoas com problemas que ele conhecia uma possível solução, ele se tornava uma ponte que as levava até onde elas precisavam ir. Eu pensei bastante no assunto. Gosto do que produzo, tento fazê-lo ser útil e agradável, mas o que mais eu quero?

Eu percebi que a leitura sempre teve um papel muito fundamental no meu desenvolvimento pessoal, social e crítico. E olhando para as pessoas no nosso mundo hoje é lamentável ver como este desenvolvimento se tornou um privilégio. As pontes para o conhecimento e a cultura só vem sido destruídas e barradas por um sistema que, para se sustentar, precisa que sejamos alienados. Neste mundo eu decidi me tornar uma ponte. Tentar levar o máximo de pessoas que eu puder para esse lugar onde elas possam se desenvolver também. Onde a leitura é um hábito, um prazer. Que a curiosidade sempre esteja desperta. Que os questionamentos não sejam calados e que a busca pelas respostas não sejam impedidas. Que a cultura liberte as pessoas desse estado de “o mundo é assim e pronto” e saibam que é possível existir um mundo melhor. E quem sabe, algum dia, nossa sociedade seja transformada.

E o que você gostaria de transformar? Pense no assunto e se torne também uma ponte para guiar as pessoas para este mundo que você acredita ser melhor para todos.

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