Resenha | As Melhores Histórias de Viagens no Tempo – Parte 2

Bem vindo ao segundo post sobre As Melhores Histórias de Viagens no Tempo! Vou falar hoje sobre outros seis contos dessa coletânea. Caso tenha perdido a primeira parte, clique aqui para voltar no tempo e ler.

Arma para Dinossauros – L. Sprague de Camp

Este é um conto muito semelhante ao “Um Som de Trovão” que falei na primeira parte. No futuro existe uma organização que leva pessoas para o passado para caçar animais extintos. A diferença é que, nesta história, o autor contou a aventura de uma dessas caçadas com o objetivo de convencer um personagem a desistir da ideia de fazer o mesmo, visto que, por ser pequeno, ele não daria conta de usar uma arma para dinossauro.

O Homem que Chegou Cedo – Poul Anderson

Um guarda americano que estava a serviço na Islândia é pego por uma tempestade e quando se da conta está em uma tribo nórdica mil anos no passado. Ele tenta se integrar a vizinhança que o considera maluco, mas ao mesmo tempo carismático e, de certa forma, ele vai se dando bem. Porém, uma jovem nativa se apaixona por ele e conflitos começam a surgir nas relações com os outros habitantes. Será que ele conseguirá sobreviver?

Rainbird – R. A. Lafferty

Esse foi um dos melhores contos para mim até agora! A história conta sobre um homem chamado Higgston Rainbird, um criador de falcões que decide abandonar a profissão para se tornar um inventor. Ele tem sucesso na sua carreira e acaba criando coisas incríveis, mas quando está velho percebe que poderia ter criado muito mais tecnologias se não tivesse perdido tanto tempo falhando. Por isso, ele criou uma máquina de regressão que o permitia voltar no tempo para avisar a si mesmo sobre os problemas que irá enfrentar e orientar sobre como passar por eles sem desperdiçar tempo. A princípio parece uma ideia promissora, mas as consequências desse ato de Rainbird vai te deixar surpreso!

Leviatã! – Larry Niven

Mais uma história onde humanos do futuro viajam para o passado para caçar animais extintos. Confesso que a repetição do tema me deixou meio desanimado nesse conto, porém ele trás um diferencial, não foi escolhido a toa para esta coletânea. Todos os contos definem certas regras para as viagens temporais, como limites ou consequências. Neste caso, o autor aborda o passado como um universo mágico, onde não há diferenças entre o que realmente aconteceu do que era imaginado pela mente das pessoas.

Projeto de Aniversário – Joe Haldeman

Aqui as coisas já começam a ficar mais complicadas de entender. A história se passo em um futuro muito, muito distante. Houve uma evolução tão grande da humanidade que tudo passou a ser extremamente abstrato e com uma cultura totalmente diferente. O padrão físico das pessoas é totalmente diferente (nem se quer dependem mais de oxigênio), isso quando tem corpo físico e não são apenas consciências etéreas. Se comunicam por telepatia, vivem centenas (talvez milhares) de anos, entre outras coisas muito bizarras. A questão é que este é um povo com uma interpretação de si mesmo tão diferente de nós hoje que muitas coisas sobre nossos costumes e hábitos foram totalmente perdidos. E aí então que essas pessoas do futuro resolvem trazer humanos do passado para recuperar esses hábitos.

Inversão do Tempo – Jack Dann

Para terminar o post de hoje vamos para o conto mais confuso que eu já li na vida! Aqui o autor tenta explorar o que aconteceria se todo mundo viajasse no tempo. Para mim a resposta é bem simples: caos absoluto.


Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

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As Melhores Histórias de Viagens no Tempo

ISBN: 978-85-553-9049-4

2016 – Jangada

464 páginas (Pt/Br)

Sinopse: Dentre as temáticas do universo sci-fi, nenhuma delas é tão popular, envolvente e plural quanto as viagens no tempo. Esta coletânea reúne, em um único volume e pela primeira vez no Brasil, dezoito contos de alguns dos gigantes do universo sci-fi, abrangendo cinco décadas, de 1940 a 1990, e incluindo desde “Um Som de Trovão”, de Ray Bradbury, que inspirou o nome da famosa teoria do Efeito Borboleta, até Ursula K. LeGuin, em “Outra História ou um Pescador do Mar Interior”, ou mesmo uma ideia impensável, como no conto do premiado Jack Dann “Inversão do Tempo”, que propõe respostas surpreendentes para uma pergunta perturbadora: e se todos viajassem no tempo, menos você?

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