Bienal do Livro de São Paulo 2026

Bienal do Livro de São Paulo 2026

Olá, Sonhadores! Recentemente aconteceu mais uma edição da Bienal do Livro de São Paulo e, é claro, eu não poderia deixar de prestigiar o evento. Além de ser uma ótima oportunidade para comprar livros, a Bienal proporciona uma experiência muito divertida para quem ama literatura. Portanto, hoje quero contar um pouco sobre como foram meus dias por lá, o que achei desta edição e, principalmente, apresentar uma ideia especial que decidi colocar em prática com os livros que comprei.

Minha experiência na Bienal do Livro de São Paulo

Mais uma vez, fui à Bienal acompanhado do P.S. Allen e escolhemos visitar o evento durante o primeiro final de semana. Como somos do interior de São Paulo, pegamos um ônibus até o Terminal Rodoviário Tietê e, de lá, seguimos a pé até o Distrito Anhembi. Particularmente, acho uma grande bobagem enfrentar a fila enorme do transporte gratuito quando o local fica relativamente perto e sempre há bastante gente fazendo o mesmo trajeto.

Entretanto, desta vez tivemos um pequeno problema: estava chovendo muito quando chegamos a São Paulo. Esperamos um pouco até a chuva diminuir e, quando finalmente entramos na Bienal, já era praticamente horário de almoço. Ou seja, encontramos o evento completamente lotado.

Ainda assim, não nos preocupamos tanto porque planejávamos ficar dois dias. Além disso, depois de algumas edições, já aprendemos que o movimento costuma diminuir bastante à noite. Então fomos passeando sem pressa.

Confesso que, em determinado momento, cheguei a pensar que a experiência deste ano não seria tão boa quanto a de 2024. A quantidade de pessoas parecia muito maior e estava realmente difícil circular ou entrar em alguns estandes. Felizmente, essa impressão passou e, no fim das contas, conseguimos aproveitar bastante.

Como sempre, ficamos hospedados no Holiday Inn ao lado do Anhembi, o que facilita muito nossa vida. Podemos permanecer na Bienal praticamente até o fechamento e, como tenho credencial de influenciador, também consigo sair e entrar novamente no evento. Isso é especialmente útil quando as sacolas começam a pesar e podemos levar os livros até o hotel antes de continuar passeando.

A Bienal estava muito mais cheia?

Na noite de sábado, o movimento finalmente diminuiu e conseguimos entrar em vários estandes que estavam praticamente inacessíveis durante a tarde. Assim, encerramos nosso primeiro dia com diversas compras.

No domingo, repetimos o ritual: tomamos café da manhã e voltamos para a Bienal. Durante a tarde, mais uma vez, a quantidade de pessoas tornou tudo muito complicado. Porém, conforme as horas passaram, conseguimos visitar os estandes que faltavam e comprar tudo o que queríamos.

Uma coisa que decidimos não fazer nesta edição foi acompanhar a programação de palestras, encontros e demais atividades. Primeiro porque já tínhamos analisado previamente a agenda dos dois dias e nada havia despertado muito nosso interesse. Segundo porque, mesmo que quiséssemos participar de alguma atividade, a quantidade de pessoas tornava vários espaços bastante difíceis de acessar.

Nesta edição, a organização aumentou o espaço da Bienal, mas tive a impressão de que isso também permitiu a venda de uma quantidade maior de ingressos. Não sei se foi realmente esse o motivo, porém algumas regiões ficaram extremamente congestionadas. Para mim, nesse aspecto, a experiência acabou ficando pior.

E olha que eu já fui sabendo que os ingressos para sábado e domingo estavam esgotados. Nem a chuva foi capaz de espantar o público!

Por outro lado, também é muito legal ver um evento dedicado aos livros movimentando tanta gente e despertando tamanho interesse no Brasil. Mesmo com todos os problemas causados pela lotação, prefiro ver uma Bienal cheia de leitores do que um evento literário vazio.

Um projeto diferente para esta Bienal

Diferentemente de outras edições, neste ano eu não tinha nenhum livro específico que queria comprar. Ultimamente, quando algum lançamento me interessa ou descubro uma obra que parece interessante, geralmente já compro. Com isso, praticamente deixei de ter aquela enorme wishlist esperando pela Bienal.

Então tive uma ideia: comprar livros que chamassem minha atenção principalmente pela capa e pela sinopse, dando preferência para autores que nunca li.

Meu objetivo era expandir um pouco meu universo literário, conhecer novos escritores e explorar nichos diferentes daqueles aos quais naturalmente recorro.

Apesar de eu ler praticamente de tudo (e este blog é uma bela prova disso), sempre tive certa dificuldade de entrar em uma livraria sem nenhuma pretensão e simplesmente escolher algo desconhecido. Durante grande parte da minha vida, os livros chegaram até mim de alguma maneira: uma recomendação, um filme, outro autor, uma conversa ou algum assunto que já me interessava. Normalmente, quando começo uma leitura, já tenho uma boa ideia de que provavelmente vou gostar dela.

Poucas vezes simplesmente me arrisco. Por isso, decidi transformar minha experiência na Bienal do Livro de São Paulo em uma verdadeira exploração em busca de novas histórias. E deu muito certo!

O plano inicial era comprar 12 livros, pensando em ler aproximadamente um a cada dois meses até a próxima Bienal. Porém, terminei voltando para casa com 15 livros novos. Sem dúvidas, aos poucos vocês verão as resenhas dessas obras aparecendo por aqui.

Já o P.S. Allen foi para a Bienal jurando que não gastaria muito, principalmente porque ainda tem vários livros parados esperando para serem lidos. Mas, bem… todo ano é a mesma história. Ele voltou com 20!

Agora vamos ao que interessa!

Bienal do Livro de São Paulo 2026 Livros

Os 15 livros que comprei na Bienal do Livro

A Enchente — Blackwater 1, de Michael McDowell

Eu já estava de olho em A Enchente havia algum tempo, mas era um daqueles casos em que nunca tinha certeza suficiente para realmente comprar. Graças a este projeto, finalmente chegou a hora.

Este é o primeiro volume da série Blackwater, então decidi começar apenas por ele. Se gostar, vou atrás dos próximos. Outro ponto positivo é que o livro é relativamente curto, o que facilita bastante essa primeira experiência com o autor.

Diários de uma Apotecária, de Hyuganatsu

Talvez esta seja uma das escolhas mais aleatórias de toda a lista. Eu nunca tinha ouvido falar de Diários de uma Apotecária e só depois da compra fui pesquisar melhor e descobri que a obra faz parte de algo muito maior do que imaginava.

Também comprei apenas o primeiro volume e, entre todos os livros desta lista, provavelmente considero este minha maior aposta.

Um Corpo na Banheira, de Dorothy L. Sayers

Nunca li nada de Dorothy L. Sayers, mas já conhecia seu nome por sua relação com a Era de Ouro dos romances policiais e por ter sido contemporânea de Agatha Christie.

Portanto, admito que esta foi uma escolha um pouco mais segura. Ainda assim, achei que seria uma ótima oportunidade para finalmente conhecer a autora.

Solaris, de Stanislaw Lem

Ficção científica está entre os gêneros que mais consumo, mas sempre senti que precisava conhecer uma variedade maior de autores. No estande da Editora Aleph, Solaris foi um dos livros que mais chamou minha atenção, principalmente pela edição.

O Labirinto da Morte, de Philip K. Dick

Philip K. Dick provavelmente ocupa o primeiro lugar entre os grandes autores de ficção científica que estou enrolando há anos para conhecer.

Aproveitei a proposta desta Bienal para finalmente resolver isso e escolhi O Labirinto da Morte como minha porta de entrada para sua obra.

Espero gostar tanto dele quanto de Solaris e, quem sabe, finalmente começar a explorar melhor a bibliografia dos dois autores.

Honra Pirata, de Helena Grillo Miranda

Fantasia também está entre os gêneros que mais leio, mas esta escolha surgiu de uma maneira diferente.

Entrei no estande da editora Plus+, que eu ainda não conhecia, e descobri que havia um grande foco em obras de fantasia nacional. Na mesma hora, decidi que levaria algum livro dali para fazer parte deste projeto.

Honra Pirata me conquistou quase imediatamente porque, como vocês provavelmente já sabem, eu AMO aventuras marítimas. Não tinha como deixar passar.

A Relíquia Perdida, de Alejandro G. Roemmers

Aqui comecei a entrar em outro território pelo qual tenho um carinho enorme: histórias envolvendo aventura, exploração, arqueologia e História.

A Relíquia Perdida chamou minha atenção justamente por trazer essa atmosfera de mistério envolvendo artefatos antigos.

Eu, que cresci querendo ser praticamente um Tomb Raider, não resisto quando alguém começa a falar sobre relíquias e civilizações perdidas.

O Império Perdido de Atlântida, de Gavin Menzies

Seguindo a mesma linha, escolhi também O Império Perdido de Atlântida.

Civilizações antigas, grandes explorações e mistérios históricos são assuntos que quase sempre despertam minha curiosidade. Portanto, confesso que esses dois livros ficaram entre as escolhas mais seguras da minha aventura literária pela Bienal.

Grandes Pensadores, de The School of Life

Na Bienal anterior, voltei para casa com vários livros de não ficção. Neste ano, curiosamente, nada havia me chamado muita atenção até os últimos momentos do domingo. Foi quando encontrei Grandes Pensadores.

Esse é exatamente o tipo de livro que sempre gosto de ter por perto: uma obra que organiza e apresenta de maneira acessível temas complexos, permitindo um primeiro contato antes de buscarmos materiais mais aprofundados.

Gosto muito dessa proposta porque, depois de entender as ideias principais e organizar mentalmente determinado assunto, consigo explorar autores e obras específicas com muito mais facilidade.

Inclusive, este livro já começou a me inspirar para um projeto paralelo que quero desenvolver no próximo ano.

Rihanna: Flor Rebelde, de Chloe Govan

Eu faço parte do grupo de fãs órfãos da Rihanna desde que ela aparentemente decidiu que lançar música deixou de ser prioridade. Nem sabia que existia uma biografia dela publicada no Brasil.

Quando encontrei Rihanna: Flor Rebelde enquanto garimpava um daqueles enormes estandes de livros promocionais, primeiro comecei a rir. Logo depois, coloquei o livro na pilha porque obviamente eu não poderia perder aquela oportunidade.

O Senhor do Tempo, de Márcio Pacheco

O Senhor do Tempo é de um autor nacional que estava presente na própria Bienal, inclusive autografando seus livros, e decidi aproveitar a oportunidade para conhecer seu trabalho.

A obra faz parte de uma série, mas novamente preferi comprar apenas o primeiro volume.

Pelo que entendi, temos uma história que mistura distopia e bastante ação. Não é exatamente algo que eu procuraria espontaneamente em uma livraria, mas esse é justamente o objetivo deste projeto: sair um pouco das escolhas óbvias.

O Assassinato no Trem: As Irmãs Mitford Investigam, de Jessica Fellowes

Aqui eu joguei relativamente seguro de novo. Um assassinato, um trem e uma história com aquela atmosfera de romance policial clássico que imediatamente me lembra Agatha Christie.

O livro estava barato, achei a proposta simpática e nunca li nada da Jessica Fellowes. Então… por que não?

O Século dos Imbecis, de Valter Hugo Mãe

Agora chegamos às exceções do projeto.

Já li Valter Hugo Mãe anteriormente, portanto O Século dos Imbecis não deveria contar oficialmente entre os livros escolhidos para descobrir novos autores. Mas como terminei comprando três obras além das 12 originalmente planejadas, decidi abrir essa exceção.

Morte nos Alpes, de Lucy Foley

O mesmo vale para Morte nos Alpes. Lucy Foley também é uma autora que já conheço, então esta compra ficou fora das regras originais da experiência. Ainda assim, aproveitei a Bienal para adicionar mais uma obra dela à estante.

Santo Guerreiro, de Eduardo Spohr

Por fim, temos Santo Guerreiro, de Eduardo Spohr. Ele completa o trio de autores que já conhecia e, consequentemente, também fica fora da proposta principal do projeto.

Por outro lado, como esses foram justamente os três livros extras que ultrapassaram minha meta inicial de 12 compras, acho que posso me perdoar.

Valeu a pena visitar a Bienal do Livro?

Apesar da lotação absurda durante boa parte do sábado e do domingo, mais uma vez saí da Bienal do Livro de São Paulo muito satisfeito.

A experiência deste ano ficou ainda mais interessante por causa desse pequeno desafio que criei para mim mesmo. Em vez de simplesmente procurar autores e séries que já conhecia, precisei observar as estantes com outros olhos, ler sinopses, prestar atenção em editoras diferentes e permitir que alguns livros simplesmente despertassem minha curiosidade.

No fim das contas, talvez essa tenha sido justamente a melhor parte.

Agora tenho pela frente novos autores, gêneros, histórias e algumas apostas que podem dar muito certo ou completamente errado. E, sinceramente, estou curioso para descobrir quais delas vão me surpreender.

Conforme eu avançar nessas leituras, vocês certamente verão várias dessas obras aparecendo em novas resenhas aqui no Leitor dos Sonhos.

E vocês, Sonhadores: quando vão a uma Bienal ou livraria, costumam chegar com uma lista pronta ou também gostam de escolher algum livro completamente no escuro?

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