Olá, Sonhadores! Como prometido, está aqui a resenha de Fundação e Terra, um livro especial da série Fundação de Isaac Asimov, que conclui muitas coisas que ficaram abertas na Série dos Robôs. Mas antes de começar gostaria de dar alguns avisos para quem não sabe: a Série dos Robôs e Fundação são séries distintas, mas que se passam no mesmo universo, sendo Fundação milhares de anos no futuro. Porém, apesar delas serem independentes, faz muito sentido ler a série dos Robôs primeiro. Eu não li Fundação completa, faltava Fundação e Terra, Limites da Fundação e Origens da Fundação. E se eu não estou enganado, um desses dois últimos é recomendado ler antes de Fundação e Terra, mas eu só descobri isso depois de o ter lido. Não atrapalha o entendimento, mas é recomendado. Dito tudo isso, vamos lá!
Nesta história, Golan Trevize, Janov Pelorat e Júbilo partem em busca do planeta original dos seres humanos: a Terra. A localização desse planeta foi perdida a milhares de anos e reza a lenda de que ele se tornou inabitável por causa de radiação. O objetivo do grupo ou, mais especificamente, o objetivo de Trevize, é ter a certeza de que tomou a decisão correta ao apoiar que o futuro da humanidade fique nas mãos de Gaia, o planeta consciente de onde vem Júbilo.
Gaia é um planeta onde todos os seres, vivos ou não, compartilham uma consciência coletiva, de forma a manter um ecossistema perfeito para todos. Não se sabe como ele surgiu, mas sua proposta se provou ser a melhor opção para um futuro de paz e prosperidade aos humanos depois de tantos milênios de guerra. Mas Trevize ainda não está 100% certo disso. Ele é um homem famoso por sua intuição e parte dela está certa quanto a Gaia, mas outra parte diz que ainda existe uma ponta solta que precisa ser resolvida. E sua intuição diz que se trata da Terra.
Outros livros que podem te interessar:
- As Cavernas de Aço – Isaac Asimov
- Eu, Robô – Isaac Asimov
- Fundação – Isaac Asimov
- Robôs e Império – Isaac Asimov
- Os Robôs da Alvorada – Isaac Asimov
Em busca de pistas sobre a localização da Terra, o grupo se depara com outra lenda: os planetas dos Siderais, que estavam igualmente perdidos. Entre eles, Aurora e Solaria. E é aqui a importância de ler a série dos Robôs. Vi algumas resenhas criticando esse livro por ser meio “desinteressante” essa aventura pulando de planeta em planeta. Mas eu tenho certeza que essa pessoa só leu Fundação, porque se ela conhecesse as histórias por trás desses lugares narrados em O Sol Desvelado e Os Robôs da Alvorada, ficaria maluca, assim como eu fiquei, quando Trevize e Cia descobriam o que aconteceu com eles.
Eu fiquei fascinado com a proposta de Gaia, especialmente no final quando eles encontram a Terra e tudo é esclarecido (inclusive é vital ter lido Robôs e Império aqui). Nunca tinha parado para pensar que toda a história se passa apenas na nossa Galáxia. O plano de Daneel Olivaw, depois de milênios, depois de tudo o que ele passou, depois do que ele se transformou. O destino de Solaria, a explicação do que houve com seus habitantes, tudo se encaixou tão bem! Achei tudo incrível, fechou o arco com chave de ouro e ainda deu um gostinho de “quero mais”.
Ainda pretendo ler os livros que faltam de Fundação, mas uma pena que eu li tudo fora e ordem e não aproveitei da maneira mais adequada. Uma pena maior ainda é essa história não ter mais continuação. É um universo com potencial para ser uma franquia tão grande quanto Star Wars ou, mais recentemente, Duna. Mas enfim, deixo aqui eternamente minha recomendação para essa série!
Avaliação
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Fundação e Terra
Isaac Asimov
ISBN: 978-85-765-7137-7
2013 – Aleph
464 páginas
Português (Brasil)
Sinopse
As dúvidas de Golan Trevize quanto ao bom andamento do plano milenar de Hari Seldon fizeram com que o Conselheiro partisse em uma jornada rumo aos limites da galáxia. Seu destino é o planeta que deu origem a todo o antigo Império, um lugar chamado Terra. Uma missão inglória, visto que todos os registros da existência desse lugar mítico parecem ter sido apagados. Com a ajuda do historiador Janov Pelorat e da intrigante Júbilo, o grupo vaga pelas estrelas tentando solucionar o mistério, que pode elucidar a origem da humanidade e da própria Fundação.