O Nome da Rosa – Umberto Eco

Um belo dia, fui convidado a ler este livro com mais duas pessoas. Admito que pensei que não gostaria dele por causa da escrita. Me enganei, O Nome da Rosa é sim uma leitura pesada, não pela escrita, mas por toda a filosofia e contextualização da época.

O que me motivou a ler foi o fato da obra se tratar de uma ficção policial, passada numa época atípica ao gênero, mas que contém todos os elementos de quem aprecia uma boa história investigativa.

A história é narrada por Adso, um garoto que vive aos cuidados de seu mestre, Guilherme de Baskerville. Tudo começa com ambos chegando em um mosteiro que daqui uns dias receberá representantes importantes da igreja para resolver uma questão que o autor vai aos poucos contextualizando. Porém, ao chegar lá, eles se deparam com um crime, um mistério que precisará ser resolvido da melhor forma antes do dia da reunião. E quando eu digo “melhor forma”, eu quero dizer “sem comprometer a dignidade da abadia e de seus monges”. Guilherme era famoso por ter resolvido alguns mistérios no passado e foi imediatamente convidado a ajudar a solucionar mais esse. Ele aceita, mas comeca a perceber que o mosteiro esconde mais mistérios do que seus monges querem que sejam esclarecidos.

Algo que me confundia com frequência era identificar quem era quem, são muitos personagens e eu particularmente tenho problemas com lembrar nomes. Sobre o crime, suas motivações, causas e consequências eu não tenho do que reclamar, foi incrível. O que realmente dificulta a leitura é a contextualização da época para justificar a reunião que acontecerá no mosteiro e toda a filosofia envolvida. Sei que é isso que torna o livro uma grande obra, sei que se aprende muitas coisas com as reflexões, sei que não absorvi nem 1/3 de tudo isso, mas o que me prendeu no livro foi o mistério, porque é o que eu gosto e achei incrível o local inusitado em que se passou.

Gostei muito do final, tanto pelo que aconteceu no mosteiro quanto pela descoberta do culpado. É importante prestar atenção nas conversas filosóficas durante o livro para entender as motivações dele. Pra quem se interessar, a obra já foi adaptada para o cinema e eu recomendo tanto ler quanto assistir.