Quando eu leio

Na correria do dia a dia é sempre complicado tirar um horário para ler. Mesmo quando você chega em casa a noite e finalmente tem algumas horinhas disponíveis para lazer, as vezes você está tão cansado que não consegue fazer mais nada. Eu tenho uma rotina desse tipo e vou comentar sobre como consigo manter minhas leituras mesmo na pior das condições.

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Problemas com nomes de personagens

Existem muitos fatores a se discutir quando se trata de leituras. Alguns mais importantes do que outros, e alguns decisivos para definir se o livro será agradável ou não. Mas existem fatores que pouco são falados e que muitas vezes deixamos passar por parecerem tão irrelevantes. Um desses fatores é “nomes de personagens”, que eu vou mostrar para vocês o quanto isso envolve mais coisas do que a gente imagina.

Vamos começar com um problema em especial, pois ele é frequente não só em minhas leituras, como em minha vida: esquecer nomes. É comum depois de um tempo que você terminou a leitura, esquecer quais eram os nomes dos personagens, principalmente dos menos importantes. Porém, não é legal quando isso acontece durante a leitura. Para me salvar disso, geralmente eu decoro os personagens pelas características deles, por exemplo: o menino de óculos com a cicatriz em forma de raio na testa (brincadeira, jamais esqueci o nome do Henry Potter).

O fato é que existem diversos fatores que fazem nomes de personagens serem ruins e esquecíveis. Vamos falar um pouco sobre eles agora:

Personagens com nomes comuns e genéricos. Eu não posso falar muita coisa, pois meu nome é Lucas, e no Brasil todos sabemos que Lucas é um nome comum e genérico, mas mesmo na literatura nacional, não é um nome tão comum assim em livros. Para mim, é muito chato quando parece que o autor não fez esforço nenhum para nomear os personagens e chama eles de Mary, John, Will, Jack e etc. No mínimo, nomes mais comuns precisam vir acompanhados de um sobrenome marcante.

Personagens com nomes parecidos. Sabe quando você vê um filme e só depois de uma hora assistindo você percebe que um personagem na verdade são dois muito parecidos e você confundiu o filme inteiro? Ou só eu que faço isso? Enfim, na leitura isso também acontece, especialmente com nomes parecidos, pois você sempre bate o olho no nome e precisa de uma confirmação para ver sobre qual personagem se trata. Isso é bem comum com personagens da mesma família e que carregam o mesmo sobrenome. O autor usa Sr. Smith e Sra. Smith, e não satisfeito, existe uma filha, a Srta. Smith, e isso é um inferno. Neste caso, a solução é justamente o oposto do tópico anterior, evitar os sobrenomes.

Personagens com nomes complicados. Acho que isso explica-se por si só, porque eu, que já não lembro direito nomes fáceis, não vou lembrar dos difíceis. Porém, esse tópico requer um comentário especial, pois ele é um dos responsáveis pelos grandes conflitos de pronúncia correta. Quem nunca foi falar de um livro com alguém e quando mencionaram tal personagem a outra pessoa não sabia de quem se tratava, mesmo sendo esse personagem o protagonista? Até que alguém, finalmente, se toca que cada um pronuncia o nome de um jeito, e ficam felizes por um segundo por terem descoberto isso, até iniciar, logo em seguida, uma briga sobre quem pronuncia certo.

Se até agora você não ficou convencido de que esse assunto, que raramente é discutido, é de grande relevância, parabéns. Mas se você concorda comigo, vamos falar mais sobre isso e deixe um comentário sobre outros fatores que eu não mencionei, mas que te afetam quando se trata de nomes. Espero que tenham gostado dessa reflexão de hoje e até próximo domingo!

Sonhos

Começarei explicando sobre o que eu quero falar, usando o próprio blog como exemplo. Quando eu criei o Leitor dos Sonhos, eu não estava me referindo a ler e interpretar os nossos sonhos de cada noite, muito embora eu tenha brincado com esse significado, criando a imagem do site a partir do conceito de um apanhador de sonhos (ou filtro de sonhos – como você quiser chamar). O nome do blog remete ao sonho como um objetivo, como algo que você deseja conquistar. Neste caso, eu quero ser aquele leitor que lê de tudo, consegue manter suas leituras constantes, aprende algo com cada história, evolui seus conhecimentos e compartilha tudo isso para que outras pessoas também possam ser assim. Este é UM DOS meus sonhos, e aqui estou eu, neste blog, fazendo acontecer.

Dito isso, podemos entrar na parte onde vamos viajar um pouquinho (e provavelmente não chegar a lugar nenhum, mas tudo bem, esse sou eu, prazer!).

Provavelmente você tem algum sonho e, provavelmente, você faz muito pouco (ou nada) efetivo para faze-lo acontecer. Isso é a coisa mais “normal” do mundo.  A questão é que: sempre que você vai atrás dos seus sonhos, depara-se com outras pessoas correndo atrás do mesmo sonho. E é NESTE MOMENTO que a coisa pega! Já parou pra refletir sobre como você se sente nesta hora? Eu vou dizer como eu me sinto: eu me sinto apenas mais um, irrelevante. Existem outras novecentos e vinte e sete pessoas atrás da mesma coisa e, muitas delas, muito mais talentosas do que eu. Ou seja, eu concluo que não vou, jamais, realizar tal sonho. E disso surgem outras questões ainda mais profundas e malucas, do tipo: será que isso realmente é um sonho meu ou eu desejei isso porque a sociedade me induziu a acreditar que eu deveria ter esse sonho?

No final das contas não fazemos nada, desistimos, arranjamos outro sonho e repetimos o ciclo. Até começarmos a ficar mais velhos e pensar que é tarde demais pra qualquer coisa, quando na verdade não é, porque se olharmos num todo, não vivemos nem 1/3 da nossa vida ainda. Depois de seguir toda essa linha de raciocínio, e parar para tomar um café, é que eu me dei conta que nada disso importa.

E é AGORA que chegamos na parte onde podemos concluir algumas coisas. Começando por: se você não fizer nada do que quer, nada do que você quer será feito. E se você ler essa frase mais uma vez, perceberá o quão obvia ela é. E se você adapta-la para: se você estiver infeliz e não fazer nada para mudar isso, você vai continuar infeliz, porque nada vai acontecer milagrosamente para mudar isso sozinho. E por mais que você saiba que, na verdade, isso pode sim, pois há muitas pessoas sortudas por aí, simplesmente temos que partir do princípio de que não somos tais pessoas sortudas. Se fôssemos não estaríamos aqui refletindo sobre isso, estaríamos realizando nossos sonhos da forma mais fácil do mundo e entrando em uma crise existencial sobre não ter sonhos verdadeiros (mas isso é assunto pra outro post).

O jeito que funciona para mim sobre este assunto é: fazer as coisas do meu jeito, no meu tempo. Não tem condições de ficar me comparando com os outros. Até quem você considera melhor do que você, deve ter alguém que ela considera melhor do que ela e assim por diante, até o clico chegar em um leonino que se considere melhor do que todos e terminar. Não ter pressa também é fundamental, resultados nunca são imediatos, e todo mundo aqui já está bem grandinho pra saber que nada acontece quando a gente quer, então resta ter paciência. É importante lembrar também que ao ajudar os outros a realizar os sonhos deles, indiretamente ajudamos a nós mesmos, pois a gratidão vai faze-las retribuir o gesto. E por fim, mas não menos importante, fazer as coisas por prazer, pois são essas coisas que irão, verdadeiramente, te dar um retorno positivo.

Reflexões sobre programação e literatura

Eu me considero uma pessoa criativa. Desde pequeno, eu sempre desenhei e escrevi todas as histórias que se passavam na minha cabeça; sempre gostei de criar!

Foi na programação que eu descobri que tenho infinitas possibilidades de criação. Sendo programador, eu posso fazer tudo o que eu quero num ambiente virtual.

Mas o que é a programação em si ? A programação é quando alguém, através de lógica e de uma linguagem, escreve comandos que vão executar ações.

Na literatura, um escritor, através de uma linguagem, pode escrever uma história. Porém, ao invés de se passar em um ambiente virtual, ela será imaginada pela mente do leitor. Tanto um escritor, quanto um programador, tem a mesma liberdade criativa para fazer o que quiserem dentro dos domínios das suas criações.

Acho que pouca gente para pra pensar nisso, visto que são raras as pessoas que tem conhecimento do que é a área de programação (apesar de conviverem com tecnologias o tempo todo). Pense num jogo de videogame, por exemplo. Existe uma programação por trás (não esquecendo, claro, do trabalho de todos os envolvidos na parte visual e sonora) e existe também uma história ou, pelo menos, um contexto.

Eu vejo muitas semelhanças entre programar e escrever. Sei que cada coisa tem um objetivo, mas essas semelhanças me fazem considerar que assim como escrever é uma arte, programar também é.

Sinceramente, eu não sei onde eu quero chegar com esse texto. Acontece que a escolha da minha profissão ter sido baseada em eu poder aplicar toda a minha criatividade em um lugar não convencional, sempre me faz ter vontade de compartilhar com outras pessoas para que elas possam ter a chance de conhecer isso também.