Olá, Sonhadores! Hoje estou especialmente animado porque vamos falar do mais recente lançamento da franquia Pokémon: Pokémon Legends Z-A. Claro que eu não poderia ficar de fora, e já posso adiantar: este jogo me trouxe sentimentos mistos, mas no geral, muito positivos. A grande pergunta é: ele atingiu minhas expectativas?
Um Retorno a Kalos e a Promessa de Fechar Pontas Soltas
Pokémon Legends Z-A chegou cheio de promessas. Entre elas, a mais empolgante: resgatar e concluir elementos deixados em aberto na sexta geração, lá em Pokémon X/Y. Kalos sempre foi conhecida como a geração com mais assuntos mal resolvidos, e escolher justamente esse cenário para a série Legends foi, sem dúvida, um grande acerto.
Outro retorno triunfal foi o das Mega Evoluções, uma mecânica que no início dividiu opiniões, mas que acabou conquistando os fãs ao longo dos anos. Como fã de Mega Evoluções, fiquei muito feliz com a seleção desta geração. Muitos Pokémon que adoro receberam suas formas alternativas: Clefable, Meganium, Froslass, Chandelure, Dragonite, entre outros. Até a Starmie, que ganhou uma Mega questionável, acabou funcionando surpreendentemente bem.
E, para completar, o jogo apostou em uma abordagem ousada: toda a história se passa dentro de uma única grande cidade, Lumiose, acompanhada por um sistema de batalhas reformulado.
Vamos analisar cada ponto com calma.
História: Um Fechamento Para Kalos, Mas Raso em Profundidade
Aqui está o ponto mais agridoce da experiência. A história de Pokémon Legends Z-A cumpre bem o papel de encerrar o ciclo de Kalos, mas peca muito em profundidade. A trama é simples, direta e até óbvia demais. Pokémon sempre teve personagens carismáticos, mas raramente sabe aproveitá-los da maneira que merece, e isso fica evidente aqui.
Personagens queridos de X/Y praticamente não aparecem. Cadê o Professor Sycamore, um dos mais populares da franquia? Cadê Clemont e Bonnie, que viviam justamente na torre que é centro da nova narrativa? E a Malva, que junto com Lysandre merecia uma conclusão? Ou mesmo Diantha, que poderia brilhar com o novo estilo de batalha e finalmente deixar de ser a campeã mais fácil da história? São tantas oportunidades desperdiçadas que chega a ser frustrante.
Lumiose Como Cenário Único: Ousado, Funcional… e Limitador
A decisão de concentrar tudo em Lumiose City não foi ruim, mas trouxe consequências.
Dentro do que era possível, a cidade funciona: é ampla, cheia de ruas, setores e pontos de interesse. Porém, por maior que seja, ela continua sendo uma cidade, com cenários repetitivos e sem a variedade de biomas que fazem parte da identidade da franquia Pokémon.
A ausência desse senso de exploração pesa muito. Mesmo as Wild Areas são minúsculas, e isso acaba limitando não apenas a exploração, mas também a própria Pokédex, que está entre as menores da série.
Enquanto isso, vejo muitos reclamando de textura de janela, mas sinceramente, isso se torna até irrelevante perto das limitações estruturais do jogo. Eu estava torcendo para que a DLC consiguisse contornar esses problemas e trazer um pouco do mundo lá fora, mas parece que também não será o caso.
Batalhas: O Grande Triunfo de Pokémon Legends Z-A
Agora chegamos ao ponto alto. O novo sistema de batalhas é simplesmente sensacional.
Dinâmico, fluido e extremamente divertido, ele conseguiu transformar o tradicional combate por turnos em algo moderno e desafiador. De fato, é o primeiro jogo em muito tempo que me fez sentir dificuldade real, em alguns trechos fiquei encurralado, e adorei isso!
O mais impressionante é como eles conseguiram fazer com que todos os golpes tivessem utilidade real, até aqueles mais fracos usados apenas no início do jogo. A combinação entre tempos de carregamento, alcance, área de efeito e impacto tornou o sistema muito mais coerente e estratégico.
É claro que ainda há espaço para polimento, mas para uma primeira versão, o resultado é fantástico. E espero que esse estilo continue nos próximos jogos da franquia.
Conclusão: Uma Nova Esperança Para Pokémon
No geral, Pokémon Legends Z-A é um grande acerto. Em meio ao aumento da popularidade de Digimon e às críticas que Pokémon vem acumulando, este jogo chega como um respiro necessário. Ele traz inovação, ousadia e mecânicas refinadas, ainda que tropece naquilo que mais valorizo como leitor e escritor: a profundidade da história.
Mas, pela primeira vez em anos, sinto uma renovação de esperança. Se a Game Freak continuar nesse caminho, a próxima geração pode ser algo muito maior do que estamos acostumados a esperar.
E você, já jogou Pokémon Legends Z-A? Me conte o que achou!