Retrospectiva Literária

Retrospectiva 1º Semestre 2018

Este é o post de inauguração da série de Retrospectiva Semestral!

Colocarei a lista de todos os livros que li neste período com suas respectivas notas. Entre eles, irei selecionar quais foram meus livros favoritos e comentar um pouco sobre os motivos que me fizeram gostar especialmente deles. E no final, haverá a premiação do pior livro que eu li este semestre junto ao meu desabafo.

LEITURAS DO SEMESTRE

  • Jogador Nº 1 – Ernest Cline 3/5 ♥ ♥ ♥
  • Mentes Ansiosas – Ana Beatriz Barbosa Silva 3/5 ♥ ♥ ♥
  • As Fábulas de Esopo – Esopo 2/5 ♥ ♥
  • Elantris – Brandon Sanderson 5/5 ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Nome da Rosa – Umberto Eco 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • Inferno no Colégio Interno – Lemony Snicket 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Elevador Ersatz – Lemony Snicket 5/5 ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
  • A Cidade Sinistra dos Corvos – Lemony Snicket 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Hospital Hostil – Lemony Snicket 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Espetáculo Carnívoro – Lemony Snicket 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Escorregador de Gelo – Lemony Snicket 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • A Abadia de Northanger – Jane Austen 3/5 ♥ ♥ ♥
  • A Gruta Gorgônea – Lemony Snicket 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Espantalho – Edgar J. Hyde 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • A Colheita das Almas – Edgar J. Hyde 3/5 ♥ ♥ ♥
  • O Penúltimo Perigo – Lemony Snicket 5/5 ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Fim – Lemony Snicket 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • Origem – Dan Brown 5/5 ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
  • Beijo Sinistro – Edgar J. Hyde 2/5 ♥ ♥
  • A Cadeira de Balanço – Edgar J. Hyde 3/5 ♥ ♥ ♥
  • Lady Susan – Jane Austen 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • O Restaurante no Fim do Universo – Douglas Adams 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • A Vida, o Universo e Tudo Mais – Douglas Adams 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes – Douglas Adams 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • História do Olho – Georges Bataille 1/5 ♥
  • Praticamente Inofensiva – Douglas Adams 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • Moby Dick – Herman Melville 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • Fortaleza Digital – Dan Brown 4/5 ♥ ♥ ♥ ♥
  • A Ilha Misteriosa – Júlio Verne 5/5 ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

FAVORITOS

Elantris – Brandon Sanderson

Depois de ter lido Coração de Aço e Tormenta de Fogo no ano passado, e enquanto eu esperava pela publicação de Calamidade para fechar essa série de Brandon Sanderson, eu queria ler outros livros dele. Eis que ganhei Elantris no Amigo Secreto de onde eu trabalho no final do ano passado e meu desejo foi realizado. Não só realizado, mas também foi satisfatório, pois eu gostei muito.

Resenha Completa: Elantris – Brandon Sanderson

Origem – Dan Brown

Depois de P. S. Allen me recomendar muito os livros de Dan Brown, ele se cansou e me deu Origem de presente de natal ano passado. Eu li e simplesmente amei. Eis que agora estou em busca de ler todos os outros livros dele.

Resenha Completa: Origem – Dan Brown

A Ilha Misteriosa – Júlio Verne

Não sei nem como explicar como eu gosto da forma que Júlio Verne escreve e narra suas histórias. Ele consegue ser detalhado de uma forma tão objetiva, que eu só consigo pensar em como eu gostaria de escrever assim.

Resenha Completa: A Ilha Misteriosa – Júlio Verne

Desventuras em Série – Lemony Snicket

Criei um carinho muito especial por essa série de livros. Comecei a ler ano passado e terminei esse ano (afinal, são 13 Volumes, né?). Eu amo a evolução dos personagens, amo o tom de comédia, amo a simplicidade e inocência dos acontecimentos. Definitivamente foram livros que eu me diverti muito lendo.

Resenha Completa: Desventuras em Série – Lemony Snicket

PRÊMIO PIOR LIVRO

História do Olho – Georges Bataille

Ah, não. Sério, esse livro foi tão horrível que eu me pergunto até hoje “por que eu li?”. Eu fui até o final apenas porque (1) era curto e (2) estava em um nível de bizarrice tão absurdo que se eu não concluísse a leitura essa porcaria ficaria pendente na minha mente para sempre.

Eu não fiz resenha dele no blog por motivos óbvios. Eu nem se quer comentei muito sobre ele com ninguém, mas recomendo muito para não ler. Eu sei que dizer isso as vezes tem o efeito contrário, mas pelo menos eu avisei.

Sabe o que é pior? Essa monstruosidade chega a ter notas altas e várias resenhas falando sobre o quão conceitual ele é. Ah, não. Não gente, não, simplesmente: não.

P.s.: Só queria deixar registrado aqui que Esopo perdeu esse prêmio por pouco.

Tipos de Personagens

Tipos de Personagens

Tipos de personagens? Protagonistas? Antagonistas? Personagens secundários? Não gente, os tipos de personagens que eu me refiro são aqueles estereótipos que dificilmente alguma obra escapa de usar. E é claro, vou dizer o que eu penso deles.

Começando por um que me irrita muito, porque até quando os autores tentam quebrar esse estereótipo, fica mais longe ainda da realidade. O bom e velho personagem nerd, aquele que geralmente é um menino feio, que com suas habilidades de Deus Ex Machina da tecnologia, ajuda os protagonistas em qualquer situação. Porém, só é assim quando o nerd é menino, quando é uma menina, ela tende a usar livros ao invés de computadores, sabe-se lá o motivo. Em alguns casos, como eu disse a princípio, os autores tentam quebrar esse estereótipo, deixando esses personagens mais badass de alguma forma, como se o problema fosse eles serem nerds demais. Esse não é o problema, meus amigos. O problema é que até os nerds tem uma vida que não gira em torno de computadores e livros.

O segundo tipo de personagem não é bem um estereótipo, pois ele pode ser qualquer coisa. O problema desse tipo é a forma com que ele é usado no enredo. Estou me referindo aos personagens convenientes, aqueles que parecem que não tem vida própria e orbitam em volta do protagonista. Eles aparecem sempre em momentos que são úteis para fazer a história andar. Como se, após saírem de cena, eles sentassem numa cadeirinha e ficassem lá esperando até o próximo momento que forem necessários.

Tipo de personagem número três: garoto adolescente, branco, bonitinho e genérico. Frequentemente usado como protagonista para que o leitor possa o mais facilmente se identificar, visto que ele só tem características que a grande maioria do público tem. Serve para personagens femininos também, tudo depende de quem vai ser o público. Eu não sei exatamente porque alguns livros fazem isso, mas eles adoram fazer esse tipo de personagem ser muito chato e desinteressante. Misericórdia!

Até agora eu só critiquei, né ? Mas tem também tipos de personagens que eu gosto. Por exemplo, os personagens deprimidos e reclamões, que trazem sempre junto um tom de comédia e ironia que me faz rir. Super me identifico. E o melhor é que ele pode ser homem, mulher, animal, robô, qualquer coisa, a essência é a mesma.

Existem muitos outros tipos de personagens para comentar, mas deixarei eles para uma parte dois. Mas não se preocupe, não vou fazer como aquele tipo de personagem que sai da história e nunca mais aparece. Risos.

Reflexões sobre Programação e Literatura

Reflexões sobre Programação e Literatura

Eu me considero uma pessoa criativa. Desde pequeno, eu sempre desenhei e escrevi todas as histórias que se passavam na minha cabeça; sempre gostei de criar!

Foi na programação que eu descobri que tenho infinitas possibilidades de criação. Sendo programador, eu posso fazer tudo o que eu quero num ambiente virtual.

Mas o que é a programação em si ? A programação é quando alguém, através de lógica e de uma linguagem, escreve comandos que vão executar ações.

Na literatura, um escritor, através de uma linguagem, pode escrever uma história. Porém, ao invés de se passar em um ambiente virtual, ela será imaginada pela mente do leitor. Tanto um escritor, quanto um programador, tem a mesma liberdade criativa para fazer o que quiserem dentro dos domínios das suas criações.

Acho que pouca gente para pra pensar nisso, visto que são raras as pessoas que tem conhecimento do que é a área de programação (apesar de conviverem com tecnologias o tempo todo). Pense num jogo de videogame, por exemplo. Existe uma programação por trás (não esquecendo, claro, do trabalho de todos os envolvidos na parte visual e sonora) e existe também uma história ou, pelo menos, um contexto.

Eu vejo muitas semelhanças entre programar e escrever. Sei que cada coisa tem um objetivo, mas essas semelhanças me fazem considerar que assim como escrever é uma arte, programar também é.

Sinceramente, eu não sei onde eu quero chegar com esse texto. Acontece que a escolha da minha profissão ter sido baseada em eu poder aplicar toda a minha criatividade em um lugar não convencional, sempre me faz ter vontade de compartilhar com outras pessoas para que elas possam ter a chance de conhecer isso também.