Tipos de Personagens

Tipos de personagens? Protagonistas? Antagonistas? Personagens secundários? Não gente, os tipos de personagens que eu me refiro são aqueles estereótipos que dificilmente alguma obra escapa de usar. E é claro, vou dizer o que eu penso deles.

Começando por um que me irrita muito, porque até quando os autores tentam quebrar esse estereótipo, fica mais longe ainda da realidade. O bom e velho personagem nerd, aquele que geralmente é um menino feio, que com suas habilidades de Deus Ex Machina da tecnologia, ajuda os protagonistas em qualquer situação. Porém, só é assim quando o nerd é menino, quando é uma menina, ela tende a usar livros ao invés de computadores, sabe-se lá o motivo. Em alguns casos, como eu disse a princípio, os autores tentam quebrar esse estereótipo, deixando esses personagens mais badass de alguma forma, como se o problema fosse eles serem nerds demais. Esse não é o problema, meus amigos. O problema é que até os nerds tem uma vida que não gira em torno de computadores e livros.

O segundo tipo de personagem não é bem um estereótipo, pois ele pode ser qualquer coisa. O problema desse tipo é a forma com que ele é usado no enredo. Estou me referindo aos personagens convenientes, aqueles que parecem que não tem vida própria e orbitam em volta do protagonista. Eles aparecem sempre em momentos que são úteis para fazer a história andar. Como se, após saírem de cena, eles sentassem numa cadeirinha e ficassem lá esperando até o próximo momento que forem necessários.

Tipo de personagem número três: garoto adolescente, branco, bonitinho e genérico. Frequentemente usado como protagonista para que o leitor possa o mais facilmente se identificar, visto que ele só tem características que a grande maioria do público tem. Serve para personagens femininos também, tudo depende de quem vai ser o público. Eu não sei exatamente porque alguns livros fazem isso, mas eles adoram fazer esse tipo de personagem ser muito chato e desinteressante. Misericórdia!

Até agora eu só critiquei, né ? Mas tem também tipos de personagens que eu gosto. Por exemplo, os personagens deprimidos e reclamões, que trazem sempre junto um tom de comédia e ironia que me faz rir. Super me identifico. E o melhor é que ele pode ser homem, mulher, animal, robô, qualquer coisa, a essência é a mesma.

Existem muitos outros tipos de personagens para comentar, mas deixarei eles para uma parte dois. Mas não se preocupe, não vou fazer como aquele tipo de personagem que sai da história e nunca mais aparece. Risos.

Reflexões sobre programação e literatura

Eu me considero uma pessoa criativa. Desde pequeno, eu sempre desenhei e escrevi todas as histórias que se passavam na minha cabeça; sempre gostei de criar!

Foi na programação que eu descobri que tenho infinitas possibilidades de criação. Sendo programador, eu posso fazer tudo o que eu quero num ambiente virtual.

Mas o que é a programação em si ? A programação é quando alguém, através de lógica e de uma linguagem, escreve comandos que vão executar ações.

Na literatura, um escritor, através de uma linguagem, pode escrever uma história. Porém, ao invés de se passar em um ambiente virtual, ela será imaginada pela mente do leitor. Tanto um escritor, quanto um programador, tem a mesma liberdade criativa para fazer o que quiserem dentro dos domínios das suas criações.

Acho que pouca gente para pra pensar nisso, visto que são raras as pessoas que tem conhecimento do que é a área de programação (apesar de conviverem com tecnologias o tempo todo). Pense num jogo de videogame, por exemplo. Existe uma programação por trás (não esquecendo, claro, do trabalho de todos os envolvidos na parte visual e sonora) e existe também uma história ou, pelo menos, um contexto.

Eu vejo muitas semelhanças entre programar e escrever. Sei que cada coisa tem um objetivo, mas essas semelhanças me fazem considerar que assim como escrever é uma arte, programar também é.

Sinceramente, eu não sei onde eu quero chegar com esse texto. Acontece que a escolha da minha profissão ter sido baseada em eu poder aplicar toda a minha criatividade em um lugar não convencional, sempre me faz ter vontade de compartilhar com outras pessoas para que elas possam ter a chance de conhecer isso também.